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Expresso

A Europa desalinhada

A arte descobre a província

Uma extensão do Centro Pompidou abriu hoje em Metz

Helder C.Martins

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A inauguração do Centro de Arte Pompidou-Metz, a 12 de Maio, na região leste de França, é a "primeira descentralização em França de um estabelecimento cultural público nacional", como escreve La Croix. "Vai proporcionar um segundo espaço, desta vez na província, para expor as inúmeras colecções do Centro George Pompidou, em Paris [o museu nacional de Arte Moderna], que, por falta de espaço, se mantêm a maior parte das vezes nos reservados", adianta o diário. Para o Le Monde, este museu é "um golpe de mestre numa França cultural em crise, onde o dinheiro não abunda". Com cerca de 200 mil visitantes anuais, o Centro deveria "desmentir esta persistente reputação de que a arte mais nobre não encontra lugar fora da capital", acrescenta o La Croix. A exposição inaugural "Chefs d'?uvres?" [Chefes de Obras, até 25 de Outubro de 2010] reúne perto de 800 obras de arte moderna, das quais 700 pertencem ao Centro Pompidou. Uma exposição que, segundo o Le Monde, "incita à crítica aos museus, à releitura da História, à reflexão".