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Não se decide tudo nos EUA, mas muito

Trump começou a sua carreira política acusando Obama de ser um muçulmano do Quénia que teria aproveitado as oportunidades de educação numa das melhores universidades graças à ação afirmativa e quotas para os negros. Não tem certidão de nascimento nos Estados Unidos, insistiu. No meio de tanta intoxicação que veio depois disso, talvez o assunto tenha ficado esquecido, mas foi com esta atitude que o atual Presidente norte-americano granjeou uma imensa popularidade entre os seus fiéis, que o levaram à vitória nas primárias republicanas e depois nas eleições. É assim que continua a governar: com a ajuda de algum alarmismo comunicacional sobre grupos de emigrantes que estão a milhares de quilómetros da fronteira com o México, mobilizou para o terreno mais do dobro dos soldados que estão na Síria pelo pretexto do exército do Estado Islâmico e deu-lhes ordem para dispararem e, logo depois, a contraordem. Consegue desse modo polarizar a atenção pública para uma ameaça fictícia, com o cálculo cínico de que este discurso poderia inverter a tendência eleitoral no Texas, Nevada e Arizona, onde se decide a maioria do Senado.

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