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Nunca cutucar a onça, ou a virtude do medo

Jair Bolsonaro segue na frente para a segunda volta das eleições presidenciais. Pode ganhar, se ampliar um pouco que seja a base do ódio – e os partidos e arautos do centro vão favorecê-lo, depois do colapso histórico que os tornou marginais na política nacional. Esperar por um assomo de vergonha de Fernando Henrique Cardoso ou de outros budas do centro-direita brasileiro, mesmo sabendo que fracassou a sua tentativa de reclamação fisiológica do poder e que alimentaram o monstro fascista quando endossaram o golpe palaciano contra a Presidente eleita, seria uma forma de esperar sentado pela vitória de Bolsonaro. Esta segunda volta não se pode ganhar com a direita civilizada, porque ela já não existe. Pode-se ganhar à esquerda no espaço da liberdade, se uma frente antifascista se erguer por entre os escombros de uma governação falhada e de alianças envergonhantes, e se essa frente for agora capaz de representar o nome da dignidade social e o sentido mais profundo da exigência de segurança para a população. Haddad só pode ganhar se for forte onde Bolsonaro cresceu e se o enfrentar.

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