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Política suja (e jornalismo de vinganças)

Se a paroquial relação entre fontes autorizadas da Procuradoria Geral da República e alguma imprensa no passado caso Casa Pia, conduzindo à tentativa de assassinato político do então secretário-geral do PS com base em calúnias que dominaram o espaço público, não fosse prova suficiente de como algumas instituições abusam do seu poder, o sistema Trump evidenciou mais recentemente a dimensão dos riscos globais criados pela política suja.

Sabe-se hoje que pelo menos 40% dos norte-americanos terão tido acesso a pelo menos um dos tweets lançados na campanha de desinformação pelos gabinetes russos. No entanto, nada dessa ajuda estrangeira a Trump serve para desvalorizar o trabalho de construção do ódio e da ansiedade que rádios, jornais, televisões como a Fox, blogs e comunicação da alt-right norte-americana construiu sistematicamente ao longo dos anos. Steve Bannon é um herói desta cruzada e, quando foi descoberto na lista dos administradores recentes da Cambridge Analytica, que roubou 87 milhões de perfis do Facebook para gerir a promoção de Trump, percebeu-se o alcance estratégico destas jogadas.

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