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O dia (ou a noite) de Mandela?

Não deixa de ser irónico que no dia em que completaria 100 anos e em que se comemora, por iniciativa da ONU, o dia de Mandela, estejamos a viver um período que, comparado aos dias de esperança da sua libertação, bem como o ar do tempo que na altura se vivia, mais pareça uma noite escura

Mandela merece ser recordado – pelo combate, pela resistência, pela dignidade e (talvez sobretudo) por ter sabido perdoar a quem o perseguiu. O ex-preso político e ex-presidente sul-africano entra na galeria restrita dos heróis do século XX ao lado de ‘quase santos’ como Gandhi ou de combatentes que pareciam perdidos e acabaram por vencer, como Churchill. Há poucos assim. E a má notícia é que hoje não se vê ninguém, sequer vagamente semelhante.

Como o ex-presidente americano Barack Obama referiu em Joanesburgo, num discurso a propósito comemoração do centenário de Mandela, assistimos nestes tempos a ditaduras e regimes totalitários mascarados de democracias. Por todo o lado existem; da China, onde era uso e costume; passando por uma série inumerável de países de África, da América Central e do Sul e – o que é muito mais grave – a situações idênticas na Europa. A coroar tudo isto, a Casa Branca é liderada por um admirador deste tipo de governação.

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