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Paulo Pedroso e Carlos Cruz

O processo chamado Casa Pia está longe de ter acabado. Não falo apenas do processo judicial, mas do processo todo, das feridas que abriu; das brechas que revelou no edifício jurídico; dos males provocados por um desejo de justiça popular; pelo afastamento dos agentes da justiça (nomeadamente alguns magistrados e juízes) do senso comum

Paulo Pedroso, que evidentemente teria de ser ressarcido (como obrigou o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) por ter estado preso sem motivo, ficou sem carreira política. Pior, passou por momentos que, por acaso, testemunhei um dia. Não conhecia Pedroso (e mal o conheço), mas um dia, já depois da sua libertação por falta de quaisquer provas, encontrámo-nos na rua e reconhecemo-nos. Ele agradeceu – sem ter de o fazer – o que eu ao longo de tanto tempo escrevi sobre o processo. Durante os cerca de 10 minutos que falámos, enquanto eu esperava um táxi, foram vários os condutores que o insultaram. Sem nada saberem sobre ele. Apenas pelo que ouviam dizer.

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