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José Afonso, o músico completo

Se me derem uma guitarra para mão eu toco o ‘Vejam Bem’, a ‘Balada do Sino’, ‘Os Vampiros’, o ‘Venham mais cinco’ (com um dedilhado mais complicado nem sempre sai bem), a ‘Canção de Embalar’. A verdade é que aprendi sozinho e com a ajuda de uns amigos, a tocar guitarra (já tocava piano ou teclas) para poder cantar José Afonso. Para levar a guitarra para onde fosse e lembrarmos ‘Os Vampiros’ ou ‘A Morte saiu à rua’. Para adormecer sobrinhos, filhas e netos com a ‘Canção de embalar’

Não há homenagens em demasia a José Afonso, ao Zeca como toda a gente lhe chamava, porque não há excesso de homenagens a quem nos devolveu a música. A música com gosto e com requinte (com a devida vénia a José Mário Branco que fez do álbum ‘Cantigas do Maio’ um cume da produção discográfica portuguesa). É nesse disco que está o ‘Grândola Vila Morena’, o ícone. Mas o ícone resultou de uma escolha entre nove músicas desse álbum de 1971/72 em que o ‘Maio, Maduro Maio’, o ‘Coro da Primavera’ ou o surrealista “Senhor Arcanjo’ são quase todas obras primas.

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  • Zeca, uma estética que era uma ética

    Depoimentos. Há 30 anos que vivemos sem ele, há 30 anos que o continuamos a escutar. Faz esta quinta-feira três décadas de Portugal sem Zeca Afonso: Marcelo Rebelo de Sousa, Bagão Félix, Manuel Alegre, Marisa Liz, Maria do Céu Guerra (é dela o título ali em cima), Adolfo Luxúria Canibal, Pedro Ayres Magalhães, Vitorino e Ruben de Carvalho escrevem sobre um homem singular