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Houve ‘doping’, ou não houve ‘doping’?

A grande discussão política do fim deste ano é saber se o défice orçamental é obtido com receitas especiais e irrepetíveis (tese da Oposição) ou com uma gestão corrente e programada do Orçamento do Estado que não conta com essas variantes (tese do Governo). Eu, qual capitão Rodrigo Cambará, ilustre personagem de ‘O Tempo e o Vento’ de Érico Veríssimo, que perguntava “‘Hay gobierno?’ e logo depois respondia ‘Se hay gobierno estou contra!”, digo-vos que a Oposição tem razão. Há mais de 20 anos que tem razão.

Porque há mais de 20 anos que a Oposição, seja ela quem for, denuncia estes truques do Governo, seja ele qual for, trocando-se acusações mútuas de grande agressividade (citando o capitão Rodrigo uma vez mais, quando afirmava “Buenas e m’espalho, nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho” ), a quase prometerem duelo, para depois se verificar que afinal a Oposição tinha alguma razão e o Governo também. Porquê? Porque todos fazem o mesmo.

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