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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Subitamente neste Verão, variação do célebre título ‘Subitamente no Verão Passado’, peça de Tennessee Williams adaptada ao cinema com guião de Gore Vidal, neste Verão, pois, começou-se a colocar em causa Rui Rio, oito meses depois da sua eleição. E as críticas que lhe fazem, desde as implícitas de Santana Lopes, às explícitas de Pedro Duarte ou Luís Montenegro, contêm em si um dilema difícil de resolver

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Pode sempre argumentar-se que não será por alguém se demitir que as munições e armas desaparecidas há mais de um ano em Tancos surgem. Mas esse argumento é tão bom como dizer que não é por Ricardo Robles se demitir que acaba a especulação imobiliária. Na verdade, o que se espera de responsáveis é… (curiosamente) responsabilidade. Não apenas eficácia ou resultados

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Vivemos hoje, e penso que isto é minimamente consensual, entalados entre causas que cada grupo defende e tribos que são defendidas por cada grupo. A visão comunitária, solidária, e fraternal das sociedades ressente-se, ao mesmo tempo que um sem número de ocorrências ridículas nos passam ao lado, enquanto uns senhores (e umas senhoras) decidem gastar parte das suas vidas em tais causas ou em defesa dessas tribos

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Não deixa de ser irónico que no dia em que completaria 100 anos e em que se comemora, por iniciativa da ONU, o dia de Mandela, estejamos a viver um período que, comparado aos dias de esperança da sua libertação, bem como o ar do tempo que na altura se vivia, mais pareça uma noite escura

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Quando num referendo, movido pelo populismo e pela demagogia (e a ideia de que seria vencedora a opção europeia), os britânicos decidiram abandonar a União houve desde logo a ideia de que o futuro não seria simples. David Cameron, então primeiro-ministro, abandonou o lugar para Theresa May e um dos grandes opositores da Europa, Boris Johnson chegou aos Negócios Estrangeiros. Este Boris, que se usasse o primeiro nome era um vulgar Alexander, nascido em Nova Iorque, mas de nacionalidade britânica (só em 2016 renunciou à dupla nacionalidade, pois era também norte-americano), é a meu ver a personalização do Brexit. Vejamos porquê

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Enquanto por cá se discute, com afinco e exaltação, se Madonna tem direito a 15 lugares de estacionamento ou se as touradas devem ser proibidas; ou mesmo se as 35 horas semanais não provocarão (como é óbvio provocarão) um caos na Saúde e a greve dos professores (idem, aspas) um caos na Educação, na Polónia há um golpe. Um golpe aparentemente legal, decretado pelo Governo e pelo Presidente, mas cuja resposta firme da Europa (ameaças já houve) não se faz sentir

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O processo chamado Casa Pia está longe de ter acabado. Não falo apenas do processo judicial, mas do processo todo, das feridas que abriu; das brechas que revelou no edifício jurídico; dos males provocados por um desejo de justiça popular; pelo afastamento dos agentes da justiça (nomeadamente alguns magistrados e juízes) do senso comum

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Como é possível não vermos e não temermos o abismo que se abre diante de nós. Não, nada tem a ver com o Governo de Lisboa ou outro próximo; nem sequer com a burocracia europeia ou - mais à esquerda mais à direita - a luta partidária. Tem a ver com a forma quase irresponsável como o discurso político vai sendo feito, como se o abismo não existisse, como se à nossa volta reinasse uma normalidade total

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Descobri hoje que ser independente é não discordar do presidente do Sporting. De modo que, com a lição estudada, vou escrever sobre futebol evitando criticar quem quer que seja; isto é, vou escrever de forma independente, dizendo bem, até, de algumas pessoas. Uma dessas pessoas é o quase desconhecido (para nós) Cesar Maurício Velazquez; o outro, de quem direi bem, é bastante conhecido nestes meios – Daniel Oliveira

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Os deputados, votando individualmente, derrotaram os quatros projetos de eutanásia propostos pelo Bloco, PEV, PAN e PS. O dos socialistas foi o que mais votos teve, perdendo por escassos cinco votos. Mas ficou o veneno de uma decisão que, por se ter tornado política, voltará às agendas. Não é por acaso que João Semedo diz que é uma questão de tempo e que Catarina Martins acha que, ainda perdendo, “se deu um passo na direção da despenalização” e que o Bloco voltará ao tema. Mesmo o PS não andou longe desse discurso