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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Um dos mais extraordinários fenómenos presentes é o mimetismo da linguagem da Comunicação Social em relação à de forças políticas e institucionais. Foi assim que uma votação coincidente de CDS, PSD, PCP e Bloco a favor do diálogo com os professores foi anunciada como coligação negativa. Curiosamente, um Governo do PS, apoiado pelo PCP e BE contra os vencedores das últimas eleições, não se considera uma aliança negativa. A conclusão, subliminar, é que o positivo apenas existe quando o PS participa

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há uma coisa em que nós, portugueses, somos imbatíveis: sabemos sempre o que deveria ter sido feito para não acontecerem tragédias. Infelizmente, por uma qualquer maldição, as tragédias acontecem antes de aplicarmos o que tão bem sabíamos que deveria ter sido feito

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O líder do PSD surgiu, numa notícia da agência noticiosa Lusa que citava membros do partido presentes numa reunião em Viseu, a dizer que “nunca deixava cair os amigos”. Foi às 18 horas e 42 minutos de ontem. Um pouco depois, às 23:49, o gabinete do PSD desmente, à mesma Lusa, que Rui Rio tenha proferido tal frase e cita uma série delas diferentes. Como se vê as ‘fake news’ (seja na primeira ou na segunda versão) andam por todo o lado

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    As eleições de ontem nos EUA pareciam verdadeiramente decisivas. Havia, pela primeira vez, uma oportunidade de os americanos darem cabo da vida de Donald Trump como POTUS (President Of The United States, ou Presidente dos EUA). Não deram. Em certa medida, reforçaram parte do seu poder, em troca de lhe retirarem parte da representação. Trump continua a ser uma referência política para a maioria dos Estados dos EUA e para cerca de metade dos eleitores

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Devo dizer, em primeiro lugar, que não sou aficionado de tauromaquia. Nunca me interessei, mas julgo entender o seu apelo. Só vi uma tourada na vida, a convite de aficionados que me tentaram converter à arte. Consegui compreender o ponto de vista, mas não deixei de preferir muitos outros espetáculos – do teatro ao futebol – e nunca mais pus os pés numa praça de touros. Dito isto, sou contra a proibição ou a perseguição às touradas. Por motivos racionais, mas também porque me irritam quase todas as proibições sem nexo

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Uma questão interessante, talvez mais interessante do que as memórias do ex-Presidente da República, é tentar descortinar quais os deveres de um ex-Presidente da República. Qualquer ex-Presidente há de ter alguns deveres, uma vez que fica com alguns direitos – salário, motorista, secretária, gabinete. Ora, sendo eu totalmente favorável a que esses direitos existam, sustento que deve ter alguns deveres

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Para ser totalmente honesto digo, em primeiro lugar, que não li o Orçamento do Estado. Tentei algumas partes, mas o sono, qual ditador implacável, impôs-se ao esforço. Falo pelo que li e ouvi neste e noutros meios de Comunicação Social; pelo que Centeno disse e pelo que Costa reafirmou; pelo que disseram Marcelo, Rio, Cristas, Catarina e Jerónimo. Ou seja, sou um influenciado pelos influenciadores. E, perante tal pecado, reconheço que o OE não é tão mau como uns dizem, nem tão bom como outros pretendem

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há 177 países que saíram da crise mais depressa do que Portugal. O facto, que fez ontem título da edição do Expresso Diário, é um sinal de alerta. Por uma razão sólida: é que vem por aí outra crise. Não sabemos quando, nem como, nem de que forma, mas todos os economistas e analistas sabem. Isso não nos deve tirar o sono, porque ao fim e ao cabo, as crises aguentam-se (como dizia Ulrich). Mas deve-nos aconselhar prudência

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Se há zona onde as fronteiras são ténues é na intimidade e na sexualidade de cada um. Qualquer intromissão exagerada nessa esfera é uma violação – seja contra a liberdade do outro, seja do Estado, através dos braços policiais e judiciais, na liberdade própria e de todos. O caso de Ronaldo em Las Vegas levanta todos estes problemas ao mesmo tempo. Por isso se torna interessante

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Já que tanta gente se acobarda, com medo ser considerada inculta, troglodita ou reacionária, perante o que se passou em Serralves, deixem-me dizer uma coisa que penso todos os pais, avós, curadores, educadores ou outros que tenham relação direta com crianças compreendem: acho bem que se coloque um limite de idade para certas criações artísticas, nomeadamente as de Mapplethorpe