Siga-nos

Perfil

Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Para ser totalmente honesto digo, em primeiro lugar, que não li o Orçamento do Estado. Tentei algumas partes, mas o sono, qual ditador implacável, impôs-se ao esforço. Falo pelo que li e ouvi neste e noutros meios de Comunicação Social; pelo que Centeno disse e pelo que Costa reafirmou; pelo que disseram Marcelo, Rio, Cristas, Catarina e Jerónimo. Ou seja, sou um influenciado pelos influenciadores. E, perante tal pecado, reconheço que o OE não é tão mau como uns dizem, nem tão bom como outros pretendem

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há 177 países que saíram da crise mais depressa do que Portugal. O facto, que fez ontem título da edição do Expresso Diário, é um sinal de alerta. Por uma razão sólida: é que vem por aí outra crise. Não sabemos quando, nem como, nem de que forma, mas todos os economistas e analistas sabem. Isso não nos deve tirar o sono, porque ao fim e ao cabo, as crises aguentam-se (como dizia Ulrich). Mas deve-nos aconselhar prudência

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Se há zona onde as fronteiras são ténues é na intimidade e na sexualidade de cada um. Qualquer intromissão exagerada nessa esfera é uma violação – seja contra a liberdade do outro, seja do Estado, através dos braços policiais e judiciais, na liberdade própria e de todos. O caso de Ronaldo em Las Vegas levanta todos estes problemas ao mesmo tempo. Por isso se torna interessante

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Já que tanta gente se acobarda, com medo ser considerada inculta, troglodita ou reacionária, perante o que se passou em Serralves, deixem-me dizer uma coisa que penso todos os pais, avós, curadores, educadores ou outros que tenham relação direta com crianças compreendem: acho bem que se coloque um limite de idade para certas criações artísticas, nomeadamente as de Mapplethorpe

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Ao provocarem hoje um pandemónio reivindicativo nas cidades de Lisboa, Porto e Faro, sobretudo na capital, os proprietários e condutores de táxis chamam a atenção para algo que nos nossos tempos é extraordinariamente interessante: pode ter-se razão sem conseguir suster essa razão? A mudança da sociedade não acabará por tornar as suas reivindicações ridículas?

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O pedaço de autêntico ‘reality show’ que foi o encontro entre António Costa e Mário Nogueira, ontem, transmitido pelas televisões, mostra o grau de irrealismo a que se chegou. Os dois deslocaram-se (o segundo porque o primeiro lá ia) a Paredes de Coura e, em frente das câmaras de TV trocaram argumentos. Não sei quem ganhou na retórica, mas percebo que Costa tem razão em tudo… menos numa coisa: quando finge que não conhecia a intransigência do líder da Fenprof

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Uma velha piada conta que um homem, no meio de uma discussão acesa, exclama aos gritos: “Larguem-me que eu vou-me a ele!”. Os circunstantes, admirados fazem-lhe notar que ninguém o está a agarrar. Então o mesmo homem grita: “Então agarrem-me senão eu mato-o”. Não sei porquê – e não há de ser da moleirinha, que nem sequer está calor por aí além –, o homem faz-me lembrar… Rui Rio… e Santana Lopes… e o PCP e o Bloco e todos os que não são do PS nem do Governo e dão a ideia de que… se vão a ele

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Vejamos as coisas com alguma distância e calma. No ‘DN’ de hoje há quem se queixe de que alguns senhorios se recusam a alugar casas a famílias ‘não tradicionais’. Independentemente do que pensemos ser uma família tradicional ou não, e não importando o que pensemos do facto em si, registemos o assunto, apontado como discriminatório. Depois olhemos para outro que está a ser muito debatido: o desconto transitório de 50% no IRS para aqueles que emigraram entre 2011 e 2015

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Já se sabe que tentar elogiar Relvas é como encontrar uma agulha no palheiro. Mas, do mesmo modo que é possível encontrá-la, há medidas tomadas por aquele efémero ministro de habilitações forjadas que têm lógica e foram positivas. Ainda que insuficientes. Refiro-me à junção de freguesias, que devia ter sido completada com a reforma das próprias autarquias (juntando algumas, muitas, delas) de modo a que a massa crítica de cada concelho e de cada freguesia não seja insignificante