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O caso do fumo de Sócrates - Parte II

Os assuntos em destaque na blogoesfera nacional. Continua a dicussão sobre o fumo de Sócrates, agora os posts centram-se no pedido de desculpa e na promessa de deixar de fumar. (Conheça os blogues que comentam o Expresso)

Sócrates já pediu desculpa por ter fumado no avião que o transportou a Caracas. Mas na blogoesfera o assunto ainda não arrefeceu. Os posts centram-se agora no pedido de desculpas e na promessa de deixar de fumar.

No Atlântico online, Paulo Tunhas escreve que seria bom ter um primeiro-ministro em idade adulta."Francamente, a única coisa, para além de umas gargalhadas tristes, que esta decisão (pior: promessa) tornada pública por José Sócrates de deixar de fumar por medo do que pensem dele sugere é que seria bom ter um primeiro-ministro adulto. Manuela Ferreira Leite, por exemplo".

No mesmo blogue há lugar para a ironia: "Fumar em aviões ajuda a deixar de fumar." No Glória Fácil, Nuno Simas trata o tema com humor: "... fume agora, arrependa-se depois!"

Daniel Oliveira, no Arrastão, questiona-se se Sócrates pagará alguma coima. "Vai deixar de fumar e anuncia? Mas o que raio temos nós a ver com o facto de Sócrates fumar? Fumar é legal e é lá com ele. Quanto ao resto, o importante é saber se Sócrates pagará a coima respectiva, como qualquer cidadão."

"Acto de contrição"

No Zero de Conduta, Pedro Sales considera o pedido de desculpa um acto de contrição. "Apanhado em falso, a violar uma lei apresentada pelo seu Governo, o primeiro-ministro resolveu entrar num patético espectáculo de contrição pública, prometendo aos portugueses que vai deixar de fumar. E o que é que nós temos a ver com isso?"

João Pinto e Castro sugere, no blogue Existo, que a 'crise' provocada pelo fumo de Sócrates pode levar a um aumento de popularidade do primeiro-ministro e da ASAE. "Não resta à ASAE senão aplicar uma pena exemplar à TAP e ao Primeiro-Ministro. (...) A ASAE tornava-se de um dia para o outro imensamente popular, e Sócrates humanizava-se ao submeter-se ao império da lei, sem falar de que o país inteiro adquiria uma patine instantânea de civilidade."

João Gonçalves escreve, no Portugal dos Pequeninos, sobre a dúvida de Sócrates se terá ou não violado a lei. "O governo dele aprova uma lei anti-tabágica fundamentalista que incomoda até os não fumadores. Ele, no entanto, desconhece o "âmbito" de aplicação da dita lei."

A blogoesfera não está toda contra o PM

No entanto, nem todos os bloguers apontam o dedo ao chefe de Governo. "Após a manifestação dos constitucionalistas, fico agora a aguardar que o Público inquira os fiscalistas e os civilistas, assim como os sapateiros, as varinas e o senhor do Portugal Profundo. (...) Quanto às desculpas do ilustre fumador e à promessa de não voltar a fumar: para se redimir, das desculpas que apresentou e da promessa que fez, deviam obrigá-lo a correr a próxima meia-maratona de Lisboa de cigarro sempre aceso.", escreve Rogério da Costa Pereira no Cinco Dias.

Feira do Livro em discussão

Mas a blogoesfera não se dedica só ao fumo de Sócrates. A polémica sobre com a Feira do Livro também estão em debate. "Por causa da novela entre editoras Lisboa arrisca-se a perder a Feira do Livro. Numa cidade que perdeu quase tudo, é só mesmo o que falta. Um disparate sem nome e, a confirmar-se, um erro grave da Câmara Municipal", escreve Daniel Oliveira no Arrastão.

"Na próxima a empresa Do Impensável, que tem as marcas Quasi Edições e Editorial Magnólia (não 396 mas sempre são duas...) também quer ir. Vou levar avante a ideia do meu estaminé junto à saída do metro do Marquês. Depois do pedido de Feira do Livro da APEL e Festa do Livro da Leya, o fax para a criação da Palhaçada do Livro já foi enviado", escreve Jorge Reis Sá no Rua da Castela.

Debate sobre Angola

Vital Moreira escreveu hoje um post, no Caussa Nossa, sobre a democracia em Angola. "Desde o fim da guerra civil tem havido notórios progressos na institucionalização democrática. Existe um parlamento pluripartidário, um estatuto de protecção da oposição, liberdade de imprensa, liberdade de religião, liberdade partidária, liberdade de deslocação e de residência, etc."

Daniel Oliveira não perdeu tempo a discordar no Arrastão. "É a simpatia pelo MPLA, a caracterização idílica que faz de uma "democracia " sem presidente eleito e à espera de eleições legislativas há 17 anos (se quer comparar com outros países africanos pode começar pelos restantes PALOP) e a repetição da velha fórmula simplista para caracterizar quem diz o óbvio sobre a situação em Angola. Vital Moreira está enganado e sabe-o."

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