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Reacções lusas à intervenção dos comandos israelitas

O editorial, que não li, anuncia-se assim: Israel não quer ver que a maior ameaça existencial é que a está no interior dos muros que constrói (naturalmente que não se refere ao terrorismo que, sim, existe intramuros.).(...) Portanto acabou. Menos um leitor. Jorge Costa, Cachimbo de Magritte

Vasco M. Barreto

As reacções lusas às notícias sobre israelitas e palestiniamos resumem-se a: mudar de canal recorrendo ao telecomando, procurar o telecomando que se enfiou entre as almofadas do sofá mas desistir quando o telejornal começa a falar da Selecção, encolher os ombros, escrever um post, escrever vários posts e conferir a data do jornal pois fica sempre a pairar a sensação de que a edição já tem umas semanas. Perante este quadro, o gesto do cachimbista Jorge Costa é radical. Costa vai deixar de ler o Público porque não gosta de Alexandra Lucas Coelho, essa "satrapiza", nem da escola de pensamento que a jornalista supostamente lidera e produziu o tal editorial que Costa não leu - nós fazemos de conta que acreditamos, como se houvesse coisa mais agradável na leitura de um jornal do que um editorial que nos irrita e indigna. Enfim, à partida, deixar de ler um jornal diário é colocar o pezinho no slippery slope que acaba no atentado bombista. Mas como a promessa de Costa tem a validade de um acordo de paz entre israelitas e palestinianos, não há razão para preocupações.