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PSD: maioria absoluta à vista?

Bruno Sena Martins

A densificação do cenário que poderá levar o PSD a aspirar a uma maioria absoluta diz-nos três coisas:

1- É altura do PS começar a pensar a sério no sucesor de Sócrates (dado o deserto criado pelo seguidismo ao Primeiro, não há vivalma "socialista"  com um perfil minimamente insuflado, convém, por isso, que os ratos comecem a pensar em  abandonar o barco a fim de voltarem com aquela réstia de dignidade que se reconhece aos que desertam antes de iniciar a a grande  tempestade);

2- É altura de a esquerda acertar agulhas pensando numa coligação capaz de travar o tresloucado deslumbramento neoliberal de Passos Coelho (coitado, leu Friedrich Hayek quando o mundo não lhe podia dar menos razão, sortudo, leu Friedrich Hayek quando Portugal deixou de se importar);

3- É altura de Paulo Portas perceber que enquanto Passos Coelho estiver no PSD apenas lhe restam restam duas missões: a gloriosa tafefa de malhar nos emigrantes; a missão histórica de compor o épico nostálgico sobre o tempo em que os gays não podiam casar e em que as mulheres não podiam abortar. Cada época tem o Camões que merece.