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Aparelho de Estado

Já não há santos milagreiros.

A "profunda preocupação" e a necessidade de "medidas adequadas e urgentes", manifestadas pelos ex-ministros das Finanças, já o meu barbeiro, na semana passada, me transmitira, precisamente nos mesmos termos.

Tomás Vasques

Hoje, dez ex-ministros das Finanças foram a Belém conversar com o senhor Presidente da República. Conversa amena entre entendidos, presume-se. Amena e discreta: manifestaram, apenas, à saída, a "profunda preocupação" com a situação e avisaram que Portugal precisa de "medidas adequadas e urgentes" para ultrapassar a crise, acrescentando a sua a convicção de que "os portugueses apoiarão as medidas necessárias". A "profunda preocupação" e a necessidade de "medidas adequadas e urgentes" já o meu barbeiro, na semana passada, me transmitira, precisamente nos mesmos termos. Quanto ao "apoio dos portugueses", o meu barbeiro foi mais explícito: "não há nada a fazer, somos uma cambada de carneiros". A verdade é que, quando a manta é curta, não há santos milagreiros.