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Farol? E isso serve para alguma coisa? Serve.

Um projecto que se chama Farol, reúne gente maioritariamente inteligente e interessante, que quer pensar Portugal. Sim, isso pode servir para alguma coisa. Se...

Henrique Burnay

 "A visão que concretiza a nossa ambição e as iniciativas aqui seleccionadas devem ser entendidas como um guia - daí o Projecto Farol - e não como o único caminho possível para a mudança que a sociedade portuguesa terá de concretizar: o objectivo é o de conseguir resultados na globalização iguais ou superiores aos alcançados pelos países mais desenvolvidos. A ambição pode não ser suficiente para afirmar uma estratégia de sucesso; no entanto, sabemos que ela é absolutamente necessária."

É assim que se apresenta o projecto Farol, uma iniciativa da Deloitte em que participam, na Comissão Executiva do projecto, entre outros, Daniel Proença de Carvalho (Chairman), Belmiro de Azevedo, José Maria Brandão de Brito, Jorge Marrão e António Pinho Cardão.

"As conclusões preliminares encontram-se reunidas em 12 propostas imperativas para o desenvolvimento do país e assentam em três pilares centrais da sociedade portuguesa: Cidadania, Economia Empresarial e relação entre Estado e Cidadão, sendo agora o objectivo dar início a um debate nacional"

A tese de que os diagnósticos estão feitos e que agora é só aplicar os tratamentos é um equívoco nacional. Portugal precisa de pensar o que quer ser, saber se pode ser o que quer e dar liberdade e armas (por esta ordem) aos portugueses para cumprirem o país. Sei que falar assim parece um pouco exagerado e, ao mesmo tempo, repetitivo, mas de vez em quando - sobretudo quando parece que está aí uma parede -, temos de parar para pensar. Ou pensar em movimento, como se queira. Mas pensar. 

Gente a querer pensar e discutir Portugal nunca me parece uma má ideia. Para já, por deformação profissional, acho que falta ali um olhar para a Europa. Perceber o que queremos ser na Europa e como queremos que a Europa seja tem de fazer parte da discussão sobre a nossa próxima História. Além do elogio, fica já o comentário. Venha a discussão.