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Aparelho de Estado

A bola não é só bola

Agora é que devemos mesmo apoiar os jogadores da Coreia do Norte. Não vá o diabo tecê-las.

Miguel Cardina

Durante o Mundial, certas pessoas acharam que era Kommunist-chiq apoiar a Coreia do Norte. Agora, após a humilhação da selecção norte-coreana, sobretudo com Portugal, o Público traz uma reportagem que inventaria possíveis expiações. Longas temporadas em campos de concentração, trabalho em minas de carvão ou autocríticas públicas são algumas das hipóteses. Há exemplos históricos que fazem temer o pior. Pergunto: não há por aí nenhum daqueles portugueses com relações privilegiadas com o regime de Pyongyang que se assegure da integridade física dos trabalhadores da bola norte-coreanos? Ou que relativize perante Kim Jong-il o excesso de ousadia futebolística da selecção portuguesa?