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100 reféns

Jogadores da Coreia do Norte fuzilados em 4x3x3?

Depois da derrota de ontem fica a dúvida se o "Grande líder" da Coreia do Norte Kim Jong-il vai mandar fuzilar os jogadores alinhados em 4x4x2 ou em 4x4x3.

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

Uma pessoa habituou-se a ter pena da equipa portuguesa no final dos jogos mas desta vez sucedeu exactamente o contrário. Ontem Portugal jogou bem, ganhou melhor e de uma penada sentenciou 23 indivíduos e restante comitiva a um final trágico entre baratas e ratazanas num qualquer chão frio de uma cela escura norte-coreana.

Não poderia estar mais de acordo com Miguel Sousa Tavares quando este disse que os "jogadores portugueses puseram os jogadores da Coreia do Norte diante do pelotão de fuzilamento".

Se alguns deles pensaram regressar à Coreia e reunidos com a família que ainda lhes resta, que não está presa, enterrada ou desaparecida, comer um pedacito de pão com 5 dias e duas camadinhas de bolor enquanto se deliciavam todo o serão com os magníficos programas de propaganda estatal, estavam bem longe da triste realidade.

Raul Meireles & companhia LDA deram-lhes sete motivos, alguns de belo efeito, para pensar se a melhor coisa que poderão fazer neste momento não será tentarem fugir de África misturados no meio de um grupo de excursionistas japoneses ou terem a sorte de encontrar uma savana com meia dúzia de leões esfomeados que os livrem do mal que poderão vir a sofrer no país natal.

O treinador K. Jong Hun confessou que "após o primeiro golo, perdemos o equilíbrio entre defesa e ataque, os jogadores entraram em pânico..."

E com razão. Eu também entraria em pânico depois de perder um jogo desta forma se vivesse num país em que um anão esquizofrénico a que todos chamam estranhamente de "Grande líder", um ser aberrante que passa os dias em camisa de dormir com uma doninha morta pendurada na cabeça e óculos à Marcelo Caetano, um homem que morre e ressuscita quase todos os meses e que mata pessoas por causa de um embargo aos sveltesses de morango, pusesse e dispusesse da vida das pessoas, em todos os sentidos, todos os dias.

O pequeno "grande líder" deve estar a esta hora aninhado no quentinho da sua ogiva nuclear a pensar se não será altura de virar os mísseis de longo alcance para o Terreiro do Paço ou para o restaurante do Barbas, em vez das tradicionais rotas EUA e Coreia do Sul. Estes dois últimos países, curiosamente também presentes no Mundial, agradeciam.