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100 reféns

Cantiga do malandro de Sócrates não convence Chico Buarque

O staff do Primeiro-ministro meteu água. Quiseram fazer passar a ideia de que a estrela de um encontro com Chico Buarque era José. Mas a Chico há poucos que façam sombra.

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

Sócrates quis conhecer uma estrela, o que é bonito e demostra alguma humilde. Meteu uma cunha ao Presidente Lula e lá foi ele conhecer Chico. E estiveram juntos os dois artistas a beber um café. Mas como o staff que acompanha José tem tanto jeito para relações públicas como alguns têm para governar países sem se meterem em trapalhadas, a coisa acabou mal.

Resultado: tentaram fazer passar a ideia através da comunicação social de que o músico é que quis conhecer o politico e não o contrario. Quiseram cantar-nos a cantiga do malandro mas ficaram sem pio quando o músico contou a verdade. Sim, ainda há quem consiga dizer a verdade mesmo envolvendo o nome do Primeiro-Ministro:

"Foi o vosso ministro quem pediu o encontro. Nem faria muito sentido eu pedir um encontro e o primeiro-ministro vir ter à minha casa". Pois é meu caro Chico, mas aqui em Portugal há muita coisa que não faz assim muito sentido, viu? E quando mete Sócrates nisso a coisa fica complicada pra chuchu. Tenta relevar meu chapa. 

Ao procurarem fazer de Chico Buarque novo Luís Figo tudo correu mal. O aproveitamento político bacoco que o gabinete do Primeiro Ministro tentou tirar da situação teve o revés que se esperava quando se lida com gente sem rabo preso ou contrato assinado: caíram no ridículo.

Já vieram desculpar-se com um "erro de transmissão". Mas o problema está visto que não é na transmissão. É mesmo na qualidade do automóvel.

Fica a homenagem de Chico