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Expresso

Roupa para lavar

Será o Benfica um clube «gay» em processo de saída do armário?

 

 

Uma sucessão mais ou menos recente de pequenos e médios acontecimentos vem colocar em cima da mesa sérias e reais dúvidas sobre a sexualidade de uma das mais sólidas instituições nacionais: o Glorioso SLB.

 

À partida, não parece haver dúvidas. O Benfica é macho, tal como os seus principais rivais, o Porto e o Sporting. Tudo homens. Mas...

 

Chegados aqui, acho indispensável declarar que apesar de ser portista encartado, não quero mal aos seis milhões de benfiquistas, alguns dos quais excelentes pessoas, dotadas com bons princípios e ainda melhor gosto, características que evidenciam ao serem passageiros frequentes da lavandaria.

 

Nada disso. O que eu pretendo é, tão só e desinteressadamente, ajudar a decifrar a verdadeira identidade de um clube amado por 60% dos meus compatriotas. Não há nada como estarmos de bem connosco próprios.

 

Antes de mergulhar neste assunto premente, sinto a necessidade de estabelecer, urbi et orbi, a verdade universal que não há mal nenhum em ser mulher (antes pelo contrário, do meu ponto de vista).

 

O Mundo move-se e a Humanidade reproduz-se com base na existência dos dois géneros, o masculino e o feminino.

 

Um clube de futebol ser mulher não é, em si, nada de mau, convençam-se disso, meus preclaros amigos benfiquistas.

 

Ponham os olhos na Juventus que além de ser mulher é velha (os iniciados tratam-na carinhosamente por "Vecchia Signora") e não é por isso que os parentes lhe caem na lama e deixa de ser um dos mais prestigiados clubes do Mundo, equipado com um curriculum de conquistas mais extenso, profundo e variado do que o Glorioso SLB.

 

Mais. A Juventus foi o primeiro clube de primeira grandeza em todo o Mundo a assumir a sua feminilidade no equipamento dos jogadores, usando com raro desassombro um cor de rosa integral na camisola alternativa.

 

Que fique bem claro que nada me move contra o rosa, cor de que gosto muito, acho-a muito chique, além de que não podia estar mais na moda. Mas não nos podemos esquecer de que não é por acaso que os bebés se vestem de cor-de-rosa se forem meninas e de azul se forem rapazes...

 

Recentes estudos científicos demonstram mesmo que esta escolha corresponde a uma atracção genética das mulheres pelo rosa e dos homens pelo azul.

 

À luz destas verdades, ganha particular relevância a escolha pelo SLB do cor-de-rosa para o equipamento alternativo e o estrondoso sucesso que esta camisola está ter junto dos adeptos do Glorioso, que se precipitaram para as lojas comprando-as aos milhares.

 

Não podemos fechar os olhos a esta crua realidade. Quer a direcção quer os adeptos do SLB estão a assumir o lado feminino do clube que amam e estão satisfeitos com isso. Um ponto muito positivo. Pior seria se entrassem numa de negação.

 

A OPA de Joe Berardo e as suas declarações que tumultuaram o balneário do clube, são evidências de que o pândego madeirense assume que o clube é mulher. Outra explicação não arranjo para o facto de o querer fecundar (é o verbo mais educado que arranjo para descrever as intenções do empresário face ao Glorioso). A alternativa é achar que o Joe é "gay", mas os indícios disponíveis apontam claramente na direcção contrária.

 

Agora perguntam-me: Como é que o Joe descobriu que o Benfica é realmente a Benfica?

 

E eu respondo: Através do seu infalível instinto, que lhe permitiu enriquecer, apesar das suas óbvias dificuldades de expressão constituírem  um sério "handicap".

 

Subjacente à recente troca de treinador está - de acordo com os meus amigos mestres na arte e ciência da Psicologia - a instabilidade própria de um perturbado espírito feminino.

 

Outra explicação não se encontra para o despedimento de um treinador como Fernando Santos que há 15 dias venceu o prestigiado Torneio do Guadiana, completou uma dúzia de jogos sem perder para o campeonato e ganhou em casa o primeiro jogo da pré-eliminatória da Liga dos Campeões, isto para já não falar de feitos passados como o facto de se ter coberto de glória ao vencer nas grandes penalidades o Torneio do Dubai.

 

Claro que o bom católico Santos foi trocado por Camacho, um treinador que ostenta um honroso curriculum (uma Taça de Portugal e dois segundos lugares no campeonato, atrás do FC Porto) na sua anterior passagem pelo Glorioso e tem o nome inscrito no Guinness por acumular duas passagens mais meteóricas pelo comando técnico do Real Madrid.

 

Esta troca tresanda a feminilidade por todos os lados. Jorge Nuno Pinto da Costa, o presidente dos azuis, evidenciou, por contraste, a típica teimosia masculina ao manter Santos por três anos consecutivos no FC Porto, apesar de ele ter falhado o "hexa" com Jardel no melhor momento da sua forma e a marcar golos de todas as maneiras e feitios.

 

Penso que não será necessário entrar pela demonstração das tendências masoquistas alardeadas pela extremosa massa associativa do Benfica para estabelecer que o Glorioso é efectivamente a Gloriosa.

 

Esta assunção terá o condão de por o SLB em perfeita sintonia e harmonia com o sexo da zona onde tem implantada a sua catedral (a Luz), o seu ícone (a águia) e a sua cidade (Lisboa).

 

Nesta altura, devo confessar que as primeiras dúvidas sobre a sexualidade do Benfica me começaram a surgir no espírito quando soube que a antecessora da águia Vitória era efectivamente um milhafre.

 

Esta troca de águia por um milhafre pareceu-me imediatamente reveladora de um indisfarçável mal estar do clube com a sua própria sexualidade.

 

Parece-me que o Benfica está no bom caminho e que em vez de persistir em simular-se macho e esconder-se atrás do biombo de uma alegada  homossexualidade, deve seguir o caminho da Filipa, o filho de Nené que optou por se assumir como a filha do Nené, o glorioso e pipi ponta de lança que marcava que se fartava sem nunca sujar os calções brancos.

 

Ninguém pára o Benfica!

Se fosse benfiquista, preferiria que o rosa não fosse tão desmaiado. Mais. Acho que a banda cinzenta  não está lá a fazer nada