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Roupa para lavar

O Economista Maneta e o Visa Universo

Uso um cartão Visa Universo por várias razões, a principal das quais é que sou excessivo. É por detestar meias tintas que uma das minhas histórias preferidas é a do Economista Maneta. Um dia, o presidente Henry Truman pediu ao seu "chief of staff" que lhe agendasse encontros com um pequeno grupo de economistas que o ajudassem a tomar uma decisão importante na área económica. Quando acabou de os ouvir, Truman pediu ao "chief of staff" que lhe arranjasse um economista maneta, pois estava já farto de ouvir economistas que lhe diziam "on this hand this..., but on the other hand that..." (por um lado isto.., mas por outro lado aquilo...). O presidente americano queria um que defendesse uma só posição. Não queria aturar mais economistas indecisos e medrosos.

Ao contrário de uma imensa maioria, não me parece que a virtude esteja no meio e aplico esta teoria a quase tudo na minha vida.



No que toca a cartões de crédito, a minha carteira só aceita duas hipóteses extremas. O American Express platina, sem tecto de crédito (dizem que se chegarmos com um cartão destes a um stand não hesitariam em vender-nos um Rolls Royce, mas provavelmente é publicidade exagerada), ou o Visa Universo, o mais popular e democrático dos cartões. Aqueles cartões Gold a armar ao pingarelho têm a entrada barrada na minha velha carteira de couro preto, oferecida pelo saudoso Banco Comercial de Macau.Graficamente, acho mesmo o Universo um cartão bonito (o azul é a minha cor preferida).

Tenho apenas uma reticência. Ao dinheiro que lhes dou a ganhar, bem podiam (e deviam) oferecer a anuidade. Mas há a atenuante da devolução de 1% do que pago com o cartão (percentagem que se eleva para 2,5% no caso da Galp, Pizza Hut e ofícíos correlativos) me ser devolvido sob a forma de cheques válidos nos hipermercados Continente.

Jorge Fiel, jornalista