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Expresso

O País dos Prodígios

Remodelação ou ajuste?

A substituição de dois ministros faz uma remodelação? Digamos que, tendo em conta o perfil do primeiro-ministro se trata de um ajuste.

De Ana Jorge, que substitui Correia de Campos, nada mais há a esperar do que a continuação da política anterior - a qual, para sermos justos, tinha mais defeitos na comunicação do que na substância. A própria, em declarações feitas à Lusa, afirmou acreditar no trabalho que estava a ser feito; também o facto de ter sido presidente da ARS de Lisboa milita no sentido de ser uma continuadora, não uma inovadora. Ou seja, na substância, nada muda na política de Saúde. Como dizia Lampedusa, muda o ministro porque 'é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma' (embora o facto de Ana Jorge ter sido apoiante de Alegre não deixe de ser um sinal para o interior do PS)

Já a entrada de Pinto Ribeiro (causou certa surpresa, e até a suspeita de ser engano, o ministro ser José António Pinto Ribeiro, o advogado, e não António Pinto Ribeiro, o professor universitário de teoria da cultura e programador cultural) só pode ser vista com esperança. Menos do que Isabel Pires de Lima - mesmo tendo em conta a carência absoluta de meios que existe no ministério - é praticamente impossível.

No entanto, se nos lembrarmos do Governo que entrou em funções há três anos, verificamos que a remodelação já foi profunda: Luís Campos Cunha, Freitas do Amaral, António Costa, Correia de Campos e Isabel Pires de Lima - são uma mão cheia de nomes que compõem uma remodelação.... à José Sócrates...