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Emprego e Carreira

Os piores empregos para o séc. XXI

Os blogues são como as pessoas: têm altos e baixos. Podem cair, mas levantam-se. Depois de uma ausência bem mais longa do que gostaria, o blogue de quem não tem medo de trabalhar regressa, mas não com boas notícias. Se trabalha na indústria têxtil, se tem uma função ligada a qualquer processo de fabrico, mas também se é (imagine-se!) programador informático ou jornalista, saiba que a sua carreira está listada no "ranking" dos Piores Empregos para o Século XXI, da Forbes. A salvo estão apenas a saúde, o sector financeiro e algumas áreas da educação.

 

Algumas 'vítimas' são óbvias, como o sector têxtil ou as funções mais ligadas à produção manual, outras não tanto. Seria difícil de prever que na Era das tecnologias e com o avanços neste domínio a ocorrerem a uma velocidade alucinante, os programadores informáticos viessem a ter problemas de emprego. Mas assim é. De acordo com a Forbes, o índice de criação de emprego neste sector deverá ficar-se pelos 2% até 2014. Um índice claramente aquém do crescimento de dois dígitos que nos últimos anos foi prática corrente e que coloca aquela que foi, até há bem pouco tempo, uma profissão em expansão na lista negra dos empregos de risco. Sobreviver neste sector passa pela especialização em áreas chave como, por exemplo, a cibersegurança.

 

Os jornalistas, por sua vez, também não têm a vida facilitada em matéria de persectivas de emprego. A Forbes aponta para uma quebra de 5% nos anúncios de recrutamento neste segmento, na próxima década, mas realça que para vencer neste mercado há que focar apostas na Internet e em áreas de especialização muito específicas, muito embora se tratem de pequenos mercados com índices de pagamento inferiores aos dos media generalistas. A tendência é para a redução de custos à medida que a Internet ganha terreno ao papel.

 

No turismo, o terreno também é melindroso. Segundo a revista, o número de agentes turísticos deverá sofrer uma quebra de 6% até 2014, mas a crescente procura por produtos de luxo e turismo especializado deverão oferecer boas oportunidades de emprego aos que saibam detectar nichos de mercado aliciantes e apostar na especialização. Panorama mais negro está destinado aos trabalhadores do sector têxtil que deverão ver as suas oportunidades de emprego reduzidas em 36%, até 2014.

 

Mas se a sua profissão figura nesta lista, não desespere. A especialização é o caminho mas a vocação conta, e muito. Por isso, se está certo de que não poderia trabalhar noutra área e que a sua profissão lhe assenta como uma luva (apesar do panorama não lhe ser animador), siga o conselho de Anthony Spadafore, director da agência de gestão de carreiras Pathfinders: "se você souber administrar o seu talento e investir nele, poderá competir activamente no mercado de trabalho com sucesso, mesmo em sectores onde o número de postos de trabalho está a diminuir".

 

Cátia Mateus, jornalista