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Expresso

Ela é carioca

Agora sou eu que faço as perguntas

A vida de um jornalista é perguntar. Perguntar aos vários envolvidos, cruzar a informação recolhida e seleccionar aquilo que for considerado mais relevante e pertinente e, depois, procurar expor da melhor maneira possível. Em resumo, é disto que se trata.

Mas, o que interessa e por onde se começa sempre é pelas perguntas. Já há algum tempo que eu estava para vos colocar algumas questões (livra de não responderem!) e agora tomei coragem. Fartei! Não me levem a mal, mas é que também quero saber umas coisas sobre aqueles comentaristas que têm a amabilidade de visitar os meus posts.

O que vos move?

A mim, ao contrário do que avançam alguns comentários pouco atentos e bastante desconhecedores da minha pessoa, move:

. A enorme expectativa de ter algum retorno sobre o meu trabalho (atenção, esta parte é com vocês)

. A vontade de abraçar este novo suporte comunicacional (e se possível atrair mais mulheres com interesses convergentes aos meus)

. O desejo de partilhar, por mais singelas que vos possam parecer, algumas das inquietações profissionais, e não só, que afectam uma mulher, de 36 anos, nascida no Rio de Janeiro (poderia ter sido em qualquer lugar, mas foi lá e ainda bem), mãe de uma criança de dois anos (com tudo o que isso implica de satisfações e angústias) jornalista, por acaso de economia (com todas as pressões que isto acarreta), no Expresso, nos dias de hoje.

. Ah, e ainda, tentar reaver, na liberdade da Internet algumas formas vocabulares, expressões idiomáticas e a sintaxe do meu português brasileiro, instrumentos que não devo usar no jornalismo lusitano.

Garanto que é só isso e nada mais.

Confesso, por isso, que gostava de perceber porque há tanta virulência em alguns comentários? Tanta ironia, apimentada com bastante cinismo?

Não é que eu não perceba que possam não gostar (tenho imensa pena, mas compreendo), mas é que esperava comentários mais produtivos. Daquelas críticas que a gente tem vergonha de não ter pensado antes e corre logo para colocar o conselho em prática.

Vejam lá se querem aderir ao meu projecto do "Vamos incrementar a carioca". Não sejam ordinários! Motivem-se meninas, apareçam rapazes.

Além disso, lanço outro desafio: digam lá da vossa mais sincera justiça o que gostava de ver nos nossos cadernos. Sugestões de temas, preocupações, reportagens. Digam lá onde estamos a falhar. Sejamos produtivos.

Christiana, jornalista