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O último fôlego

Hillary Clinton tinha sido declarada derrotada. Esta semana, a candidata esmagou Obama no estado de West Virginia e ganhou novo alento. Mas não deve resistir muito mais.

Os principais responsáveis do Partido Democrata já começaram a pedir a Hillary Clinton que desista, invocando os danos que esta contenda pode provocar na imagem da candidatura do futuro adversário de John McCain. Mas Hillary não dá sinais de desistência: nem depois da pesada derrota na Carolina do Norte, na semana passada, muito menos depois da vitória no estado de West Virginia, esta semana.

O principal argumento de Hillary, neste momento, é o de ser capaz de captar os importantes votos dos trabalhadores, onde Obama tem sido pouco eficaz. Agora, Hillary está a usar uma outra razão para se manter nestas primárias: o facto de vencer nos chamados "swing states" (os estados que mudaram dos Democratas para os Republicanos) - como é o caso de West Virginia.

Barack Obama, entretanto, vai ganhando num outro importante tabuleiro político: o dos super-delegados. No início destas primárias, Hillary tinha uma enorme vantagem nos delegados sem voto condicionado. A três meses da Convenção Nacional de Denver, os dois candidatos estão praticamente empatados neste nível. Obama tem conseguido a simpatia dos que estavam indecisos e tem mesmo levado alguns super-delegados a mudar de campo, dizendo que pretendem acompanhar a tendência do voto popular. E isto pode ser decisivo.