Siga-nos

Perfil

Expresso

Americano Expresso

O sorriso de Gore

Al Gore voltou esta semana ao Congresso. A memória da última vez que lá tinha estado ainda o incomoda: foi para confirmar a sua derrota na corrida presidencial de 2000 e assistir à chegada ao poder de George W. Bush.

 

Mas desta vez, Gore voltou com um sorriso nos lábios. E a expressão facial tem três razões principais: a sala de Congresso a que voltou é agora dominada por membros do seu Partido Democrata; o assunto de que foi falar (o ambiente) é muito importante para si; o entusiasmo que percebe existir num seu regresso a uma corrida presidencial.

 

Quando entra num espaço público, Gore já sabe que existe uma forte probabilidade de ouvir uma das mais comuns palavras de ordem no mundo da política norte-americana actual: "Run, Al, run!". Os apelos ao seu regresso a uma corrida presidencial são frequentes, sobretudo depois da exposição mediática que conseguiu com os seus livro, filme e palestras sobre o futuro do planeta Terra.

 

O jornal New York Times aproveitou a página na Internet para lançar a questão: será que ele é um candidato viável? A pergunta surgiu no blogue sobre política (The Caucus) e a entrada recebeu um número impressionante de comentários. Quase todos de apoio a um regresso de Gore à corrida presidencial (http://thecaucus.blogs.nytimes.com/2007/03/21/al-gores-future/).

 

Mas dentro do Partido Democrata, o assunto está a ser tratado com muitas cautelas e ainda mais segredos. Não que o partido conte alguma coisa na escolha do candidato (nos EUA, a máquina partidária não tem qualquer voto nesta matéria). Mas os nomes que já se perfilam na linha de partida pelo lado dos democratas não gostam sequer de ouvir falar de Gore. Ele anda muito sorridente para o gosto deles.