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"Não se magoem"

Na pré-campanha presidencial dentro do Partido Democrata, já há quem dê o conselho que as educadoras dão nos infantários: "Brinquem, mas não se magoem".

 

O ex-senador John Edwards lançou uma definição sobre o perfil presidencial: "Se me perguntarem quais são as mais importantes características pessoais do próximo presidente dos Estados Unidos, eu diria que são honestidade, abertura e decência. Precisamos de sentir que acreditamos no presidente dos Estados Unidos".

 

A declaração foi feita esta terça-feira, dia 27, no mesmo dia em que o jornal "Washigton Post" denunciava que Hillary Clinton não tinha declarado à Comissão de Ética do Senado a existência de uma organização de beneficência, que tem doado milhões de euros para diferentes causas.

 

Hillary tem a possibilidade de apresentar uma segunda declaração, corrigida (o gabinete da senadora já admitiu que foi um erro). Mas deu flanco a críticas à transparência da sua pré-candidatura presidencial. E os primeiros atiradores a este alvo são os seus parceiros de partido. Edwards atirou a primeira pedra. Barack Obama deve estar a espreitar na esquina (ainda recentemente um seu forte apoiante acusou os Clinton de serem "mentirosos").

 

Um outro candidato na barricada democrata, Bill Richardson, tem uma solução: Não se aleijem. Num fórum no Estado do Nevada, Richardson propôs que os candidatos democratas assinassem uma declaração na qual se comprometeriam a não usar campanhas negativas. Mas os opositores internos de Richardson já lhe recordaram que esse não foi sempre o seu comportamento político: na corrida a governador do Estado do Novo México, Richardson não se coibiu de atacar negativamente o seu opositor republicano Manuel Lujan.

 

Ricardo Jorge Pinto,

coordenador da redacção do Expresso no Porto