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Money, money

Um senador norte-americano do final do século XIX disse, um dia: "Na política há dois factores realmente importantes: um é o dinheiro; o outro não me lembro qual é"

Os candidatos presidenciais sabem bem a importância do financiamento das suas campanhas. Por isso, ao longo de 2007, a prioridade foi para a angariação de fundos. Agora, está na altura de gastar esse dinheiro.

As análises dos resultados das eleições primárias, até ao momento, mostram que existe uma evidente correlação entre o dinheiro gasto nas campanhas e as votações obtidas. Obama foi quem mais gastou no Iowa. Ganhou. Hillary pôs o dinheiro no New Hampshire: ganhou. Mitt Romney é o mais gastador dos candidatos republicanos: e as urnas têm reflectido o esforço financeiro, dando-o como o mais bem posicionado no seu partido.

Mas quem também olha para a história das campanhas presidenciais norte-americanas percebe que o dinheiro não resolve tudo. Que o digam John Connally, que gastou uma pequena fortuna sem proveito, em 1980; ou Pat Robertson nas eleições de 1988. Ou, mais recentemente Phil Gramm, 1996, e o milionário Steve Forbes, nas duas últimas eleições, que despejaram dinheiro nas campanhas sem o efeito pretendido.

Os olhares e os investimentos começam agora a ser canalizados para a Florida. Obama e Hillary ainda estão para ver os frutos dos seus investimentos na Carolina do Sul. Mas os republicanos já só pensam na forma como irá reagir o eleitorado à estratégia de Rudy Giulliani - que se tem guardado para a Florida, quase não gastando um único cêntimo nas eleições primárias até agora realizadas.

A verdade é que as campanhas televisivas ainda têm muito impacto. Ninguém as pode dispensar. E os anúncios na televisão são muito caros. Mas os candidatos ainda têm muitos trunfos e argumentos nos cofres... 

Ricardo Jorge Pinto, coordenador da Redacção do Expresso no Porto

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