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"Follow the money"

Os jornalistas políticos americanos aprenderam a decorar duas regras básicas de investigação: "cherchez la femme" (ou, agora também, "cherchez l'homme"); e "follow the Money".

Este é o momento para aplicar a segunda regra. As eleições primárias americanas chegaram esta semana a um ponto crucial. Amanhã, sábado, termina a primeira fase de recolha de fundos para as campanhas. E quem tiver mais dinheiro nos cofres pode começar a fazer planos para uma nomeação para candidato a presidente.

Todos os cêntimos são poucos, numa campanha presidencial que se estima que virá a ser cara. Mesmo muito cara. E os candidatos não poupam meios, para conseguir mais meios.

A democrata Hillary Clinton pôs o marido a trabalhar. Bill já participou em 12 iniciativas de recolha de fundos. E os assessores do ex-presidente não largam o telefone a lembrar antigas dívidas de gratidão à família Clinton.

 

Obama: "Estão comigo? Façam um donativo".

 

Também no Partido Democrata, Barack Obama está a usar a Internet como principal instrumento de angariação de dinheiro. Com um estilo directo e agressivo, o candidato fez um spot em que pergunta aos seus apoiantes: "Estão comigo? Então, este é o momento de o dizerem. Façam um donativo".

Do lado dos republicanos, também ninguém dorme. Mitt Romney aproveita as suas ligações à comunidade Mórmon para conseguir fundos, especialmente no estado de Utah. E encontrou um método eficaz: colocou estudantes a recolher dinheiro para a sua campanha, prometendo-lhes 10% daquilo que conseguirem angariar.

Amanhã, sábado, termina a primeira fase de recolha de fundos dos candidatos. É fácil adivinhar a preocupação dos estrategos de campanha no domingo: preparar a segunda fase de recolha de fundos.