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Época de transferências

Barack Obama não consegue esconder o sorriso. Algumas sondagens indicam que o candidato democrata tem diminuído a desvantagem em relação a Hillary Clinton, nos índices de popularidade. As acções de campanha estão a dar-lhe desenvoltura no contacto com os eleitores. E tem conseguido resguardar-se de alguns temas difíceis, como o da intervenção militar no Iraque.

 

Mas há um dado que lhe dá particular satisfação: alguns dos mais directos colaboradores do ex-presidente Bill Clinton estão a engrossar a sua lista de apoiantes. E são eles os primeiros a fazer questão de salientar que a sua admiração por Bill não transita automaticamente para a senadora Hillary.

 

O casal Clinton pode queixar-se de outras coisas, mas não de ser apanhado de surpresa. Desde o momento em que Hillary anunciou que entrava na corrida presidencial, que algumas figuras da administração Clinton mostraram pouco entusiasmo em aderir às causas da candidata.

 

Mas o que está a irritar Hillary é o facto de essas mesmas figuras não manterem discrição em relação a esta campanha. Em desabafos semi-privados, a candidata tem manifestado esperança que os antigos apoiantes do seu marido não lhe causem embaraços, se optarem por não estar ao lado dela.

 

O que Hillary não esperava era ver figuras como Richard Clark e Anthony Lake (conselheiros de segurança nacional da administração Clinton), Susan Rice (membro do departamento de Estado, no tempo de Bill Clinton), ou William Daley (secretário de Estado do Comércio nomeado por Bill) aparecerem ao lado de Barack Obama. E ainda por cima, todos eles fazem questão de salientar a admiração que tinham por Bill – ou seja, não são colaboradores que se afastaram do casal Clinton por divergências políticas com o ex-presidente.