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Expresso

Um bife mal passado

A traiçoeira língua portuguesa

Ontem participei no acto de lançamento do Grupo de Embaixadores Falantes da Língua Portuguesa, na presença do Presidente da República, que ofereceu o seu alto patrocínio. O Presidente expressou grande satisfação em acolher tantos Embaixadores que falam a lingua de Camões.

Esta ocasião serviu para me relembrar a importância que vocês portugueses atribuem à vossa lingua. É um elemento fundamental na definição da vossa cultura e soberania. Isto pode ser evidente para vocês, mas não para mim vindo dum país onde os símbolos de soberania não são tanto a lingua ou a cultura, mas mais as instituições, por exemplo a Monarquia ou o Parlamento. Talvez fossemos mais exigentes relativamente à nossa língua não fosse o caso de todo o mundo falar Inglês, mais graças à Microsoft e aos Bealtes, do que a qualquer acção do Estado Britânico.

A língua portuguesa é muito traiçoeira, diz-me a minha professora de Português. As vezes é, mas também tem muitas palavras magníficas. Para celebrá-las, convido-vos a sugerir as palavras portuguesas que vocês gostam mais, seja pelo seu som, pelo contexto cultural, ou por qualquer outra razão. Para lançar o debate, sugiro algumas das minhas "top ten".

- Rabujento; descreve perfeitamente a sensação e a cara de quem é.

- "Giboiar"; depois dum bom almoco.

- Porreiro, normalmente acompanhado por "pá".

- Lixo; prefiro mil vezes ao inglês "rubbish"; lixo e mais directo, mais chamativo.

- Desenrascar; um conceito essencial na cultura portuguesa. 

- Palerma, que infelizmente era a minha alcunha usada por uma colega minha em Bruxelas.

Os meus colegas ja sugeriram outras; salganhada, palhaçada, fantochada, corropio, chinfrim, rebaldaria, lusco-fusco ...

    Sugestões, caros leitores! As mais populares entram no meu próximo post.