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Expresso

Ré em causa própria

Férias estão aí. ( Sol e Sombra)

Adelina Barradas de Oliveira

Este Inverno arrastou-se e arrepiou. Falou-se e fala-se de férias. Recua-se  no tempo, em passo de dança atamancado. Como um tango manco.

(Tango Manco? Que raio de ideia me havia de ocorrer.)

Mas é o compasso de dança que me sugere esta coisa de tirar e voltar a dar. Ainda não perceberam do que estou a falar? Da contínua "guerra" das férias judiciais.

Da coisa mais estranha a que os Juizes (dizem), têm direito.

Férias!! Eles têm direito a férias.

Há uns anos atrás tinham direito a 3 meses de férias. Começavam em 15 de Julho e terminavam a 15 de Setembro. Três meses. Não é? Mas olhem que é o que diziam. Façam lá as contas.

Depois, e porque eram uns calaceiros, vá de lhes dar obrigatóriamente de férias apenas um mês. O mais caro e aquele em que há mais gente de férias - Agosto. Pois claro.

Agora, muito preocupado o Governo vem dar uma esmolinha:- tomem lá mais 15 dias de férias a entrar por Setembro dentro que até as férias são mais baratinhas e conseguem algumas coisas em conta.................

Santa paciência. 

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Diz-nos a nova iniciativa do executivo que de 15 a 31 de Julho, não haverá lugar a actos processuais e os prazos dos processos ficam suspensos.

Será uma boa medida?

Para os tribunais e, portanto, para os Juizes, não.

Os processos só vão acumular-se e demorar mais e lá vão os juizes de novo ser os culpados.

Se resolve alguma coisa? Resolve, o problema dos prazos dos senhores advogados.

Eu só não percebo porque é que não deixam os Tribunais funcinar a tempo inteiro todo o ano e, os juizes fazem férias quando lhes "der jeito". Ou seja, como qualquer vulgar cidadão.

Não pode ser?

Pois não. Não pode ser porque  os tribunais nunca tiveram férias judiciais.

 ( Eu já volto. )

ACCB