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Quando o assunto é Israel, a má-fé é rainha e senhora dos debates. Como é que uma organização que patrocina terroristas passa a ser uma "frota humanitária"?

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

I. É impressionante como os factos, essas coisas teimosas, ficam de fora do buzz mediático anti-Israel. Só se ouve a seguinte narrativa: "os judeus maus atacaram gente boa que ia fazer caridade humanitária em Gaza". Mas essa gente era assim tão boa? Não, não é. Hoje, o i (num excelente trabalho de Carlos Ferreira Madeira, p. 37) faz um retrato exacto da organização turca que organizou a tal "Frota da Liberdade": a Insani Yardim Vafki (IHH).

II. Segundo as autoridades francesas, americanas e israelitas, a IHH é uma organização que apoia o terrorismo. Está provado. Ou seja, esta organização está dentro de um padrão muito comum dentro das comunidades muçulmanas: existem muitas organizações islamitas (não confundir com islâmicas) que fingem ser ONGs, mas que, na verdade, são centros de apoio logístico e financeiro a grupos terroristas. Mais: recrutam jovens para as frentes de combate da "jihad" internacional.

III. Perante isto, Israel tinha obviamente razão para desconfiar daquela "frota": a IHH apoia terroristas islamitas, aquele gente que quer matar judeus a torto e a direito. Israel tinha todo o direito em tomar medidas contra aquela provocação. Fê-lo de forma incompetente e exagerada? Sim. Mas isso não anula o facto de aquela frota ser composta por gente, vá, suspeita, que devia ter sido mesmo inspeccionada.

IV. Sim, podemos discutir a pertinência do bloqueio a Gaza (bloqueios nunca funcionam; só fortalecem os Hamas & companhia). Mas também temos de discutir o seguinte: por que razão os media europeus e portugueses transformam organizações que financiam terroristas em "ONGs humanitárias"?