Siga-nos

Perfil

Expresso

A Tempo e a Desmodo

Esquerdistas convertidos ao Islão

No debate sobre Israel, podemos ver ao vivo e a cores a santa aliança entre enormes franjas da esquerda europeia e os grupos islamitas. É a aliança VV (vermelha e verde).

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

I. Ao que parece, os barcos patrocinados por uma organização que apoia terroristas também tinham "manifestantes" europeus. Claro: devem ser os mesmos que - em 2006 - gritaram "Nós somos todos do Hezbollah". O ódio aos EUA e a Israel é tanto que leva estes supostos progressistas a apoiar os movimentos mais reaccionários do mundo: os movimentos islamistas como o Hezbollah e o Hamas. Aliás, no nosso vocabulário político, o Hamas e o Hezbollah só podem ser descritos com um termo: "fascistas". Porém, boa parte da esquerda europeia apoia, sem pestanejar, estes movimentos fascistas, que vivem para a guerra e que têm por hábito pisar qualquer direito das mulheres e dos gays. Esta traição da esquerda não passou despercebida a observadores atentos como Nick Cohen, Fernando Gil/Paulo Tunhas ou David Horowitz.

II. E, pelo andar da carruagem, muitos dos nossos esquerdistas vão acabar por se converter ao Islão. Aliás, isso já começa a acontecer. Um dos segredos mais bem guardados da Europa de hoje é o seguinte: inúmeros jovens radicais europeus estão a converter-se ao Islão. A malta que, nos anos 70, iria para os Baader Meinhof, vai agora fazer turismo radical para as células islamitas. Porquê? Porque o islamismo, dizem, é o único que combate o capitalismo e a democracia liberal, os dois inimigos dos viúvos de Marx e dos filhos de Sayyd Qutb.