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Brasil: entre a cólera e a peste

Bolsonaro é pior do que Trump. Aquele radicalismo policial remete para Rodrigo Duterte. Duterte, o xerife das Filipinas, mata bandidos sem qualquer deferência pelo estado de direito. É a institucionalização do estado da natureza, não o combate ao estado da natureza através do estado de direito. No Brasil, passa-se o mesmo. Limpar as ruas num acto de guerra responde aos anseios mais básicos de uma população saturada de violência – há 60 mil assassínios por ano no Brasil. Isto é o estado da natureza. Ora, não há 50 milhões de fascistas no Brasil, há 50 milhões de pessoas fartas da imoralidade do estado da natureza. Problema? No desespero, apoiam quem não tem problemas em recorrer a outro tipo de imoralidade, ou melhor, apoiam alguém que institucionaliza o estado da natureza.

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