Siga-nos

Perfil

Expresso

Pobreza não é destino

Os mais pobres podem competir com os mais ricos

Foto Marcos Borga

"Se o sistema de ensino for bom, o contexto social da criança é irrelevante. Os pobres de Xangai competem com os ricos dos EUA, porque a cultura nacional e o sistema de ensino são mais importantes do que a classe social".

É um facto positivo que dá que pensar. Nos testes Pisa, os miúdos mais pobres de Xangai têm resultados idênticos aos miúdos mais ricos dos EUA. Eis em detalhe os resultados de matemática aos 15 anos dos exames de 2012: os mais ricos de Xangai (677), os mais pobres de Xangai (533); os mais ricos dos EUA (541), os mais pobres dos EUA (433). Se revela a profunda decadência ocidental perante a pujança oriental, porque é que é um facto positivo?

A decadência americana e ocidental, visível na forma como o nosso facilitismo destrói a exigência, é um tema importante e está aqui presente. Os mais ricos dos EUA são vencidos pelos mais ricos da China, não têm tanta vontade de triunfar, não têm a mesma sede de saber e poder. Contudo, a comparação histórica Ocidente-China está aqui à superfície. Em águas mais profundas, encontramos a essência dos testes Pisa e do seu mentor, Andreas Schleicher: a origem social não é destino.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)