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57 Glocks: a medida do nosso fracasso

Jos\303\251 Carlos Carvalho

Cinquenta e sete glocks. Podia ser o título de uma daquelas músicas do hip-hop tão ou mais obcecado com armas do que a NRA, mas é na verdade o número de pistolas roubadas do armeiro da PSP portuguesa. Repito: 57 Glocks roubadas à polícia portuguesa. Como é que este caso está a passar debaixo do radar mediático? Como é que este não é "o" tema? Ao nível da segurança interna, é tão ou mais grave do que Tancos.

No "Expresso" de sábado, li uma peça de Hugo Franco e Rui Gustavo sobre o assunto que se centra na questão operacional. Resta porém uma pergunta: se foram roubadas 57 pistolas do armeiro da polícia, onde é que estão os responsáveis políticos? Onde está o secretário de Estado responsável? E o ministro? A culpa não pode recair apenas nos operacionais responsáveis pela segurança, sobretudo quando fica claro que estes dois homens avisaram as chefias em relação à precariedade das instalações: ausência de videovigilância e de sensor biométrico, a porta não é blindada, fraco controlo de entrada e saída de pessoas, etc. Ou seja, o armeiro da PSP não passa de uma despensa comum.

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