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Cristina Margato

Cristina Margato

Jornalista

Por acreditar que "nós não somos nada, o que procuramos é tudo" (como o poeta Oval H. Hauge), o jornalismo não tem sido, para mim, outra coisa senão uma preciosa ferramenta ao serviço da vontade de entender o mundo, há mais de 25 anos. Foi também a curiosidade que me fez andar de escola em escola. Licenciei-me em Comunicação Social e segui para mestrado em Relações Internacionais-Estudos Europeus (ISCPS), para mestrado em Estudos Culturais Americanos (FLUL) e para pós-graduação em "Culturas e Discursos Emergentes" (FCSH/Nova). A fotografia levou-me ao Ar.Co e é o hobbie de todos os dias. Até chegar ao Expresso, onde sou jornalista desde 2000, trabalhei no Diário Económico, no Diário de Noticias, e na rádio XFM. Em 2010, estreei-me em televisão, com o documentário "As Cordas de Amália" (RTP).

  • Palavra de Autor #14: “Salazar injetava-se com frequência” com um opiáceo “primo” da heroína

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    O Eucodal, medicamento injetável usado por Hitler para ganhar vitalidade, nomeadamente no discurso eufórico em que convenceu Mussolini a manter o apoio à Alemanha, durante a II Guerra Mundial, também foi usado por Salazar. O seu nome aparece registado no diário do ditador português em abril de 1956 e até à publicação de “A Queda de Salazar - O Princípio do Fim da Ditadura” (Tinta da China, 2018) desconhecia-se tal facto. A descoberta foi feita pelos jornalistas José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz, e é apenas uma das novidades avançadas pela investigação que deu origem ao livro. Neste episódio de Palavra de Autor, podcast sobre livros do jornal Expresso, os três jornalistas leem passagens do livro e conversam com Cristina Margato, revelando a face menos visível do ditador que tanto tempo governou Portugal

  • Palavra de Autor #13 Afonso Cruz: “A felicidade exige desassossego”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    A ideia com que Tolstoi inicia “Anna Karenina” (de que todas as famílias felizes se parecem e as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira) tem sido um dos grandes motores da literatura que lhe sucedeu. Afonso Cruz pega nela, disseca-a, multiplica-a e questiona: O que é uma família feliz? No seu último livro, vai da Mealhada à Cochinchina, do desejo de perfeição às muitas variáveis da imperfeição, tentando acercar-se da felicidade “como textura”, para concluir que é possível ser feliz até quando se sofre. Em Palavra de Autor, Afonso Cruz conversa com Cristina Margato e lê passagens de “Princípio de Karenina”

  • Palavra de Autor #12 Sandro William Junqueira: “Não acredito que a felicidade produza grande literatura”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    As palavras também podem ser rebeldes, divertidas, fugitivas. Sandro William Junqueira entendeu-as como personagens vivas e isso proporcionou-lhe várias hipóteses narrativas. “As Palavras que Fugiram do Dicionário” (Caminho, 2018) que escreveu e Richard Câmara ilustrou, é um livro que pode ser partilhado entre adultos e crianças, uma hipótese de viagem pela língua. Em Palavra de Autor, o escritor lê excertos e conversa com Cristina Margato, sobre esse lugar misterioso e extraordinário de onde os livros vêm

  • Palavra de Autor #11 Alexandra Lucas Coelho: “As mulheres que têm opinião incomodam sempre”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    A destruição da Amazónia, as ilhas de plástico, os matadouros de gado que não é abatido mas sacrificado para chegar à nossa mesa, o eterno medo do feminino desde tempos arcaicos até hoje confluem para um único lugar: Alendabar, território onde o mal e o bem do mundo coexistem, e que Alexandra Lucas Coelho criou no seu novo romance. Mas Alendabar é também um lugar de resistência e de revolta. Em “Palavra de Autor”, Alexandra Lucas Coelho conversa com Cristina Margato e lê excertos de “A Nossa Alegria Chegou”. Também anuncia o próximo romance: “Levante”, sobre a guerra da Síria e a situação no Médio Oriente

  • Bernardo Bertolucci. “A minha relação com os filmes é total. Identifico-me com eles, e por isso eles existem todos em mim ao mesmo tempo”

    Cultura

    Cristina Margato

    Partindo de “Io e Te”, o filme sobre a adolescência assombrado pelos fantasmas do cineasta italiano, o Expresso foi a Roma entrevistá-lo. É essa entrevista, publicada na edição de 10 de novembro de 2012, que republicamos agora. Bertolucci morreu vítima de doença prolongada, anunciaram esta segunda-feira os media italianos

  • Palavra de autor #10 Manuel Alegre: O poeta que destrói poemas para ninguém publicar depois da sua morte

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    Voz ativa da vida política, Manuel Alegre nem sempre se indigna. Também ama. A poesia de combate que começou por escrever e que se tornou uma forma de resistência à ditadura, enquanto ia ensaiando revoltas militares e ocupações, é uma forma de amor. O seu último livro “Todos os Poemas são de Amor” vem desses tempos até ao presente. E nesta conversa com Cristina Margato, o poeta também recua à época em que era criança e se colocava em cima de uma cadeira para dizer de cor os poemas e versos que aprendeu ainda antes de saber ler e escrever

  • Palavra de Autor 9# Djaimilia Pereira de Almeida: “Na desgraça as pessoas são todas iguais”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    “Luanda, Lisboa, Paraíso” pode parecer um romance sobre a imigração angolana para Portugal, e até é, mas a sua essência é outra. Reside na doença como agente transformador, na relação que se estabelece entre cuidadores e doentes. Quem cuida nem sempre manda. O doente é quem muitas vezes dita a regra. “Na relação entre doente e cuidador a distribuição do poder é ambivalente”, diz Djaimilia Pereira de Almeida. No nono episódio de Palavra de Autor, a escritora conversa com Cristina Margato e lê passagens deste seu segundo romance

  • Miguel Sousa Tavares: “A democracia foi capturada pelas redes sociais”

    Política

    Cristina Margato

    O jornalista e comentador político viu a onda muito antes dela chegar já na forma de tsunami. A crítica que dirigiu às redes sociais foi criticada e até ridicularizada, numa época em que o Facebook era pouco mais do que uma quinta familiar, na qual as pessoas quebravam o tédio. Miguel Sousa Tavares nunca teve tanta razão como hoje: as redes sociais anularam o debate político