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Expresso

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Jornalista

Entrou neste jornal com 26 anos. Antes experimentou o teatro e aprendeu a escrever notícias na Lusa. Na Rádio Oxigénio falou de livros e histórias reais contadas pelos ouvintes em “Da Mão prà Boca” e “A Vida em A4″. Moderou o programa de debate “A Resistência” em caves e becos para o site do Expresso. No Jornal da Noite, da SIC, apresentou a rubrica "Vamos Sair" e é coautor das séries "Mural da Liberdade" e "Vamos Falar de Sexo". Foi distinguido com o Prémio Média 2008, da Rede Ex aequo, com a reportagem “Lésbicas e Muito Mulheres”. Vive para viajar. Acredita que a realidade ultrapassa a ficção. Ou, por outras palavras,"just the facts, ma'am!"

  • “No Brasil morrem Gisbertas todos os dias e nada acontece”

    Diário

    Bernardo Mendonça

    Luís Lobianco é um dos atores de comédia mais aplaudidos no Brasil desde que o projeto de humor Porta dos Fundos rebentou na internet como um sucesso planetário. O que o traz desta vez a Portugal é uma peça de teatro sobre a história da Gisberta, a mulher transexual assassinada no Porto em 2006 por 14 menores. No seu espetáculo, quanto mais se ri mais se chora. É trágico mas também é cómico. “Porque o humor e a gargalhada salvam. E iluminam”

  • As dietas da moda fazem bem à saúde?

    2:59 para explicar o mundo

    Há 250 mil pessoas com obesidade mórbida em Portugal e mais de um terço da população adulta é pré-obesa. Mas é preciso cuidado com os regimes alimentares. A maioria das dietas da moda (ou que nunca passam de moda) prometem “milagres” em pouco tempo e, mal orientadas, podem prejudicar a sua saúde. Saiba o que deve fazer para estar saudável e em boa forma

  • Isto é mesmo uma boa choldra? Contém certamente a beleza das pequenas coisas

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Clara Ferreira Alves acha que Portugal "é uma boa choldra onde toda a gente quer viver". D. Duarte Pio está convicto que "desde 1910 a moral republicana funciona só em ditadura." Maria Elisa Domingues assume ter sido assediada e que "mais de 90% das mulheres da vida artística" o foram. Manuela Moura Guedes afirma que "José Sócrates é um psicopata." Herman José considera que ainda é "muito novo" para poder dizer tudo o que quer. E Maria Antónia Palla revela sobre o filho, António Costa: "Há o António, a quem eu chamo 'Babush', que quer dizer 'menino' em goês, e há o primeiro-ministro, aquele senhor que eu conheço mais pela televisão, de quem discordo várias vezes." Estas são algumas das personalidades que pode ouvir aqui entre os 107 episódios do podcast "A Beleza das Pequenas Coisas", com histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser. Está à espera de quê para as ouvir?

  • Camané: “Aquilo que mais gostava era de cantar até morrer. Nos homens o fado envelhece melhor"

    Podcasts

    É uma das melhores vozes portuguesas de sempre. Foi Amália que lhe abriu as portas para gravar o primeiro disco, porque achava que aquele puto “estava no bom caminho”. E que caminho. Um fadista de corpo e alma que reuniu como poucos, e a pouco e pouco, a unanimidade da crítica, dos seus pares e do público. Camané enche coliseus e enche-nos o peito com a sua verdade e as suas interpretações únicas, que entre a tradição e a inovação, têm criado novos caminhos, novas vidas e novos fados para o fado. E, nesta conversa feita na sala de sua casa, Camané regressa ao passado, quando tinha uns certos heróis secretos: “Em miúdo sonhava voar como o Super-Homem para visitar as raparigas de quem gostava e, às escondidas, ouvia Amália, Marceneiro, Carlos do Carmo, os meus outros heróis”. Aos 50, fala das inseguranças de sempre, deixa críticas a certos fadistas que têm pouco a ver com fado e prepara-se para voltar a desafiar-se. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • “Quando consegui mudar o nome e o género, o meu filho recebeu-me com cartazes que diziam ‘Bem-vindo, mãe-André’”

    Diário

    “Não há solidão comparável à de vivermos longe de nós”, escreveu o poeta e artista plástico André Tecedeiro, que passou por um longo caminho até se assumir há três anos como homem trans. Um dos dias mais felizes da sua vida aconteceu em maio quando viu finalmente reconhecido no papel o novo nome, que há muito desejara para si. O filho de 11 anos e a companheira Laura receberam-no em casa com cartazes que diziam: “Bem-vindo, mãe-André, feliz nome novo”

  • André Tecedeiro: “Continuo a ser mãe para o meu filho mesmo depois de me assumir como homem trans. Na gramática dele mãe é... masculino”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Um dos dias mais felizes da sua vida aconteceu este ano quando viu finalmente reconhecido no papel o nome com que sonhara há muito para si, André. O filho de 11 anos e a companheira Laura receberam-no em casa com cartazes que diziam: “Bem-vindo mãe-André, feliz nome novo”. Foi um longo caminho até aqui chegar, até se assumir como um homem trans. Com uma larga obra na poesia e nas artes plásticas, André Tecedeiro lançou em Março um novo livro, “O Número de Strahler” e está a estudar psicologia para “ajudar os outros a ultrapassarem os seus próprios medos e muros”. André decidiu não esconder a sua transição para acabar com os preconceitos: “Percebi que era mais valioso fazer a mudança de género à frente de todos, servindo de testemunho de que isto é possível, quebrando estereótipos e medos.” Uma conversa onde conta a criança que foi, o tanto que aprende com o próprio filho, o ‘vício’ pelos livros, o fim do medo e o amor que tem pela Laura. “Nunca pensei que um amor assim fosse possível”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas"

  • Capicua: “Marcelo previne a aparição dos messias populistas que canalizam a atenção e descontentamento das pessoas, como Bolsonaro e Trump”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ela é a comandante da guerrilha cor-de-rosa. Abelha rainha da colmeia do Rap - que abriu novos caminhos e ocupou um espaço vazio num meio tradicionalmente masculino. E, por vezes, machista. Ela é a Ana Matos Fernandes, já grafitou paredes como Odd (ímpar, em inglês), mas é acima de tudo conhecida como a Capicua ou a Capi. Há dez anos que esta MC canta a sua história e as suas causas - o feminismo e as injustiças políticas e sociais do seu país. Depois do disco luso-brasileiro “Língua Franca” (em parceria com Valete, Emicida e Rael) Capicua prepara-se para dois partos em 2019. No 5.º mês de gravidez, será mãe do seu primeiro filho e lançará até à próxima primavera o seu próximo disco: “É o álbum mais solar e dançável que alguma vez fiz”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Joana Marques: “Não me apetece fazer piadas brejeiras ou piadas com crianças que morrem de cancro. Nada contra, mas não me fazem rir”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ela é a Joana Marques, a procuradora dos muitos ridículos do nosso quotidiano, a que faz rir. E muito. Começou como guionista nas Produções Fictícias e hoje é das figuras mais interessantes do humor português. Atualmente nas manhãs da Antena 3, é autora da rubrica satírica “Extremamente Desagradável” e faz parte do painel do “Irritações”, da SIC Radical. Este ano lançou o livro “O Meu Coração Só Tem Uma Cor — 90 minutos à Porto”, que contou com prefácio de Pinto da Costa, que lhe elogiou o talento e lhe chamou “dragona”. E esta ‘dragona’ chega a lançar aqui as suas chamas: “Não gosto da Madonna, não sou grande fã do Nilton, não adoro Maria Vieira. Fazem parte do leque de pessoas que não convidaria para jantar cá em casa. Já o Goucha, está convidado. Quando ele quiser...” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Miguel Gonçalves Mendes: “O mundo é um desastre. Trump, Bolsonaro. Se queremos amar e mudar o que nos rodeia, temos de fazer algo”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    O que se anda a passar no mundo até pode ser uma trampa, mas há filmes que nos fazem acreditar na humanidade. E percebê-la mais a fundo. Exemplo disso são as obras do realizador Miguel Gonçalves Mendes, tão transgressoras e subversivas, como cheias de verdade, esperança e poesia. Ele é o realizador do documentário português mais visto de sempre, “José e Pilar”, que conquistou a crítica e o público internacional ao revelar a intimidade do escritor e Nobel da literatura José Saramago, e da sua mulher Pilar del Rio, como nunca antes. Já antes Miguel Gonçalves Mendes retratara o poeta e surrealista Mário Cesariny e, este ano, levou-nos aos labirintos da cabeça do filósofo Eduardo Lourenço, em “O Labirinto da Saudade”. Mas o filme que vai estrear em 2019 é ainda mais ambicioso e empolgante. Chama-se “O Sentido da Vida” e fê-lo embarcar numa viagem ao redor do mundo a fim de questionar a nossa existência. Qual o sentido da vida? É ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Nuno Lopes: “Há atores do Instagram que trabalham para serem famosos mas não são artistas. Prefiro trabalhar com os outros”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ele é um dos nossos melhores atores, de uma versatilidade e verdade fora de série, o que o tem levado a distinguir-se no cinema, no teatro, na televisão. A fazer-nos rir, chorar ou, por vezes, engolir em seco com ficções próximas da realidade. O prémio que Nuno Lopes recebeu há dois anos no Festival de Cinema de Veneza, pela sua representação de um boxeur cobrador de dívidas — um santo a arder no inferno, em “São Jorge”, de Marco Martins, foi mais um aplauso internacional a confirmar isso mesmo. Agora regressa ao humor na série televisiva “Sara”, na RTP2. Uma sátira criada por Bruno Nogueira e realizada por Marco Martins, onde representa um ator de novelas e do Instagram, inspirado em famosos da nossa praça. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”