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Autárquicas 2017

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Sondagem em Évora: CDU com maioria absoluta ameaçada

Saneamento financeiro do município pode não ser suficiente para manter a maioria absoluta conquistada pelos comunistas em 2013. Estudo da Eurosondagem coloca CDU a cair mais de 10 pontos percentuais, para menos de 39%, e PS em ligeira alta, para perto dos 30%.

Depois de um interregno de 12 anos, a CDU recuperou em 2013 o poder na Câmara de Évora com uma maioria absoluta de 49,30% e a eleição de quatro vereadores, contra 2 do PS e 1 do PSD. O atual presidente da Câmara Carlos Pinto de Sá, de 59 anos, professor de Economia na Universidade de Évora, foi o rosto maior dessa reconquista dos comunistas ao PS, que em 2001 tinham interrompido o reinado comunista que durava desde 1979. E é por isso, quatro anos depois, o (re)candidato natural da CDU.

Mas apesar dos méritos invocados pela sua governação na capital de distrito — nomeadamente, como disse Jerónimo de Sousa na apresentação da recandidatura, o saneamento dos “graves problemas financeiros herdados do período de má memória em que PS desgovernou este município e o levou à beira da falência” — se a repetição da vitória nas autárquicas de outubro não parece estar em causa, já a renovação da maioria absoluta parece menos garantida.

É isso, pelo menos, o que indica o estudo da Eurosondagem, que não só coloca a CDU a descer mais de 10 pontos percentuais face ao resultado de 2013 (de 49,30% para 38,9%), como dá a candidata do PS Elsa Teigão, técnica superior do Ministério da Educação, de 50 anos, em ligeira alta face ao último resultado dos socialistas no município (dos 26% de 2013 para 29,6% de intenções de voto agora).

Tendo em conta as margens de erro, o estudo da Eurosondagem aponta para que a CDU consiga 3 a 4 vereadores e o PS 2 a 3 vereadores. O PSD, que segundo este estudo poderá aumentar ligeiramente a sua votação face a 2013 (para 17,5%), manterá um vereador.

Ficha técnica

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 10 a 12 de setembro de 2017. Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente no concelho de Évora e habitando lares com telefone da rede fixa. Foram efetuadas 808 tentativas de entrevistas e 105 (13%) não aceitaram colaborar, tendo sido validadas 703 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma aleatória resultou em termos de sexo: feminino — 51,6%; masculino — 48,4%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 30 anos — 17,8%; dos 31 aos 59 — 50,6%; com 60 anos ou mais — 31,6%. O erro máximo da amostra é de 3,67%, para um grau de probabilidade de 95%