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Fundos de investimento

Limite as perdas da sua carteira

Agora que a volatilidade reina nos mercados financeiros, os fundos de investimento com perdas limitadas podem ser uma solução.

Jorge Pires (www.expresso.pt)

Numa altura em que a volatilidade reina nos mercados financeiros (o índice VIX, que mede a volatilidade do índice norte-americano S&P 500 cresceu 77% desde do ínicio do ano), os investidores mais avessos ao risco, podem proteger-se de algumas maneiras para controlar os riscos. Um dos caminhos passa por investir em fundos que limitam as perdas dos investidores. Estes fundos de perda máxima limitada anual, investem parcialmente nos mercados, garantindo assim aos seus subscritores, que, numa situação de desvalorização dos activos em carteira, as suas cotações não desçam além de um determinado nível, protegendo assim algum do seu capital. No entanto, estes investimentos apresentam como desvantagem o facto das comissões serem elevadas, podendo chegar aos 7% anuais, na conjugação da comissão de subscrição e de gestão, sendo a maior fatia cobrada no acto da subscrição (pode chegar aos 5%).

A leitura do prospecto do fundo torna-se assim essencial para perceber que tipo de produto é, e para quem se destina. Neste produto específico, existem algumas especificações, nomeadamente em relação à percentagem de capital que o fundo garante em caso de perda, que pode ir de 70% a 95% do capital investido. O fundo ISF European Defensive B, da gestora Schroder, limita as perdas de capital em 5%, enquanto o fundo ING Index Linked Fund Protected Mix 70, limita a perdas num máximo de 30%. Estes dois fundos investem de maneira diferente. Enquanto o fundo da Schroder investe maioritariamente em obrigações de curto prazo, o fundo da gestora ING prefere o investimento em acções, daí resultar que a sua percentagem de limite de perda de capital seja maior.

Preparado para assumir riscos

Como se trata de um fundo de investimento, o investidor deve, ainda, estar disposto a imobilizar o seu capital durante um determinado prazo, sendo o periodo minimo recomendado de três anos, altura na qual terá de estar consciente da tomada de risco.

No que diz respeito à rendibilidades, o fundo Parvest Step 90, gerido pela BNP Paribas, apresenta os melhores resultados no longo prazo, com crescimentos anuais de 4,38% nos últimos 5 anos. Este fundo, gerido por Stéphane Ifrah, apenas detém activos da Zona Euro e distribui grande parte da sua carteira em obrigações de empresas, sobretudo do sector industrial, não descurando o sector financeiro e o dos serviços.

O fundo que apresenta melhores rendibilidades a curto prazo é o da Allianz. Este fundo, apresenta metade da sua carteira em obrigações e a outra metade em acções, o que lhe tem garantindo rendibilidades positivas nos últimos 5 anos.