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Fundos de investimento

Fundos reforçam na Altri e no BES

Em Maio, todos os gestores dos fundos que investem em acções nacionais decidiram reforçar as suas carteiras com acções da Altri e seis aumentaram a participação no BES. Clique para visitar o canal Dinheiro

Luís Caleira Marques (www.expresso.pt)

O final de Maio ficou marcado pela oferta que a espanhola Telefónica fez à Portugal Telecom (PT) pela sua participação na empresa que controla a brasileira Vivo, mas Junho trouxe uma melhoria das condições de compra de 800 milhões de euros face à proposta inicial. Com os analistas a falarem numa possível alteração dos termos da oferta até ao dia 30 de Junho, os gestores de fundos de acções nacionais mostram estar confiantes na operadora nacional. No mês passado, os fundos que aumentaram mais a sua exposição à PT foram o Santander Acções Portugal, com um aumento de 371 mil acções, e o Caixagest Acções Portugal, com um aumento de 255 mil face à posição relativa a Abril deste ano, num total de quatro fundos compradores e três vendedores.

Ainda assim, se a PT é a acção mais falada nos últimos tempos, houve uma acção que foi unanimemente comprada, em Maio, pelos oito fundos de acção portuguesas, segundo os números da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A Altri merece destaque uma vez que todos os fundos que detêm uma posição na empresa reforçaram a sua aposta na companhia de pasta e papel. A outra acção mais "querida" pelos gestores de fundos foi o Banco Espírito Santo. As acções do segundo maior banco na bolsa nacional (em capitalização) foram compradas por seis das oito carteiras geridas em Portugal, ainda que em termos brutos, a diferença de acções compradas e vendidas pelos profissionais o coloque em terceiro lugar no mês passado, atrás de EDP e PT.

Menos consensuais, mas fortemente adquiridas foram também as acções da EDP, que foi comprada por quatro e vendida por três fundos. Numa altura em que Santander e Goldman Sachs reviram em baixo o preço-alvo da empresa, o Santander apontou que as acções estão baratas e que a companhia é a eléctrica favorita na Península Ibérica. A primeira posição no ranking de número de acções compradas face às vendidas atingido pela EDP, deve-se ao investimento dos fundos Santander Acções Portugal, Espírito Santo Portugal Acções e Millennium Acções Portugal, que adquiriram 370 mil, 221 mil e 211 mil acções, respectivamente.

Vendas na construção

Os ventos não estão favoráveis às empresas de construção civil e, talvez por isso, os fundos nacionais decidiram reduzir a sua exposição às três empresas presentes em bolsa - Soares da Costa, Mota-Engil e Teixeira Duarte - tendo vendido respectivamente, 723 mil, 417 mil e 85 mil acções destas empresas no mês de Maio (diferença entre o total de acções compradas e vendidas). Outras empresas às quais os fundos decidiram reduzir a sua exposição foram a Brisa e a REN, tendo os gestores vendido 315 mil e 243 mil acções da gestora de auto-estradas e da companhia que controla a rede eléctrica nacional, respectivamente.

A Soares da Costa e a Semapa, que detém posições na Portucel e Secil, foram mesmo as acções mais consensuais de venda, com cinco dos oito gestores a retirarem peso das acções na sua carteira.