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Fundos de investimento

Fundos recomendados para o seu dinheiro

Saiba quais os fundos de investimento que são mais aconselhados para esta altura conturbada nos mercados financeiros, segundo os especialistas em alocação de activos dos principais "supermercados" de fundos.

Nuno Alexandre Silva (www.expresso.pt)

Para quem quer delegar o seu dinheiro em mãos alheias para o fazer render, opções não faltam nos fundos de investimento. Ao todo, existem mais de dois milhares de fundos comercializados em Portugal que tanto podem investir em empresas no Cazaquistão ou África do Sul, como podem adquirir dívida pública japonesa ou do Brasil.

Por isso é importante perceber o que recomendam as principais instituições comercializadoras de fundos de investimento no actual momento do mercado, regressada a volatilidade às acções europeias e mundiais e a crise da dívida pública na Zona Euro.

Diogo Serras Lopes, director de investimentos do Banco Best, acredita que esta é uma altura para quatro tipos de fundos de acções: de alocação global, como o JPMorgan Global Focus D, o Fidelity Global Sector E e o ING Invest Global Opportunities, de acções emergentes, com os fundos DWS Brazil e JPMorgan Emerging Markets Small Cap D (USD), de mercados fronteira numa fase inicial de desenvolvimento, com os fundos Fidelity ASEAN A USD e JPMorgan Africa Equity D (USD) e de temas como os seguidos pelo JPMorgan Europe Strategic Dividend D e o DWS Invest Global Agribusiness NC Acc.

Segundo o especialista, 2010 será um ano "marcado por algumas incertezas e riscos" e "um ano em que a selecção atenta dos investimentos que compõem o portfolio - tanto de uma perspectiva regional, como de uma perspectiva temática - será importante".

Para o ActivoBank, a alocação do dinheiro dos investidores em fundos de acções deverá seguir o rumo da tecnologia, do Japão e das acções mundiais num todo. Gonçalo Gomes, da direcção de marketing do banco de "cara nova", indica o Skandia Technology C como um dos fundos para aproveitar o "subinvestimento crónico em tecnologias de Informação, o qual está em mínimos de 40 anos face ao Produto Interno Bruto (PIB) nos EUA" e acompanhando um "sector com maiores revisões em alta das suas expectativas de resultados", segundo o responsável do ActivoBank.

Além deste, o SGAM Index Japan FH que replica o índice bolsista japonês e o JPMorgan Global Focus, o fundo de acções globais que obteve um dos melhores resultados nos últimos cinco anos, são as escolhas no mercado accionista do banco.

Da parte do Banco de Investimento Global (BIG), as opções passam por escolher fundos de acções globais de grandes empresas. "Numa perspectiva de controlo de risco (...) a opção por títulos de empresas blue chip com balanços sólidos, que apresentem níveis de liquidez consistentes, será aconselhado", indica Rui Broega, director de investimentos do BIG.

Obrigações: oportunidades nos emergentes 

As obrigações são o activo preferido para quem investe em fundos de investimento em Portugal. De acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), mais de 50% do total do capital aplicado em fundos está na classe de obrigações.

Da parte dos especialistas dos bancos mais focados na banca à distância, os conselhos apontam para a dívida empresarial europeia e para a dívida dos mercados emergentes, mas alguns vão mais longe. Diogo Serras Lopes acredita que há boas oportunidades no mercado de dívida de curto prazo, através do BlackRock GF - Euro Short Duration Bond E2 EUR, no mercado da dívida soberana mundial, através do PIMCO Total Return Bond E EUR (Hedged), gerido pelo "gestor da década" e nas obrigações convertíveis, pelo fundo JPMorgan Global Convertibles (EUR) D.

Para quem quer seguir os mercados emergentes e a dívida corporate europeia Serras Lopes indica os fundos Pictet-Global Emerging Debt-R USD, Schroder ISF Euro Corporate Bond B Acc e Invesco Euro Corporate Bond Fund E Acc.

Gonçalo Gomes, do ActivoBank, acredita que as melhores esperanças vêm dos segmentos de dívida corporate e de mercados emergentes que "deverão continuar a beneficiar de uma dinâmica favorável entre procura e oferta, num contexto de procura de rendimentos mais elevados dos fundos", através de carteiras como a do Morgan Stanley SICAV Euro Corporate Bond B e do SISF Emerging Markets Debt Absolute Return (Euro Hedged) e do mais exposto globalmente UBS(LUX) SF-Fixed Income (EUR) BG.

A principal aposta de outro director de investimentos passa também pelos mercados emergentes. Rui Broega, do BIG, acredita que este é o tempo para "investimentos em dívida de países emergentes expressa em moeda local"que representa um "dois em um: posicionamento cambial que poderá beneficiar da valorização dos câmbios em relação ao dólar [USD] e posicionamento de carry que poderá beneficiar das interessantes taxas de juros implícitas nos preços das obrigações.