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É "irresponsabilidade total" recusar coligações em 2009, diz Nobre Guedes

Ex-vice-presidente do CDS defende coligação pré-eleitoral com o PSD ou entendimento de Governo com o PS, caso Sócrates não tenha maioria absoluta.

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Luís Nobre Guedes discorda de Paulo Portas em relação à política de coligações do CDS para 2009. Em entrevista ao Expresso, o ex-vice-presidente centrista contraria o líder do partido em relação a coligações pré-eleitorais e a entendimentos após as legislativas.

E não põe nenhuma hipótese de parte: admite um acordo pré-eleitoral com o PSD, que poderia dar uma vitória ao centro-direita, ou um entendimento de Governo com o PS, caso Sócrates vença as eleições sem maioria absoluta.

Na moção de estratégia que vai defender no congresso do CDS, 'A Audácia da Mudança', Nobre Guedes apresenta um plano para o próximo ano. O CDS deveria elaborar até Abril um programa de Governo elencando prioridades e medidas concretas para cada ministério e, com base nesse documento, negociar uma coligação pré-eleitoral com o PSD.

Mas Guedes põe como condição que Manuela Ferreira Leite se mantenha à frente daquele partido e que o candidato da coligação a primeiro-ministro não seja nem Manuela nem Portas, mas um rosto "de mudança".

Falhando essa coligação, e caso Sócrates vença as eleições com maioria relativa, Nobre Guedes não tem dúvidas: a gravidade da crise impõe um Governo de maioria absoluta, por isso nem o CDS nem o PSD se devem excluir de uma negociação com o PS.

"A maioria absoluta não é um bem absoluto, mas é um bem precioso", defende na entrevista ao Expresso, que amanhã é publicada em banca.

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