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Suspeitos de assassínio de turistas franceses chegam à capital

Dois dos três suspeitos do assassínio de quatro turistas franceses na Mauritânia foram detidos na Guiné-Bissau e já chegaram à capital mauritana, sob fortes medidas de segurança.

 Dois dos três suspeitos do assassínio de quatro turistas franceses na Mauritânia, que foram detidos na Guiné-Bissau, chegaram no sábado à noite à capital mauritana.

O avião que transportou os suspeitos desde Bissau aterrou na zona parte militar do aeroporto de Nouakchott, sob fortes medidas de segurança e tinha à espera uma delegação policial.

No mesmo aparelho viajaram também outros três mauritanos, suspeitos de cumplicidade no assassínio dos turistas francese, na véspera de Natal.

Os cinco homens vão agora ser ouvidos pela polícia e só depois serão presentes a tribunal.

Os dois presumíveis assassinos confessaram à polícia da Guiné-Bissau terem disparado sobre um grupo de cinco turistas franceses, quatro dos quais morreram tendo um quinto ficado gravemente ferido.

Os dois suspeitos estão alegadamente ligados ao Ramo da Al-Qaida do Magrebe. O primeiro, Sidi Ould Sidna, nasceu em 1987, em Nouakchott, tendo sido detido em Novembro de 2006 por pertencer a um grupo terrorista.

De acordo com uma fonte dos serviços de informações franceses, a detenção dos suspeitos é o "resultado de uma vasta operação efectuada por equipas da Direcção-Geral da Segurança Externa (DGSE)", os serviços de informações franceses.

Os três alegados cúmplices foram detidos na sexta-feira à noite em Bissau pela polícia guineense enquanto estavam a filmavam oficiais de segurança franceses.

Desde há vários anos que os serviços de informações franceses alertam regularmente Paris sobre as actividades do Baqmi, que conta com cerca de 500 homens armados, 400 dos quais na Argélia.

A ameaça terrorista na Mauritânia levou os organizadores do rally Lisboa-Dacar a anular a prova, um facto inédito desde o início desta competição, há 30 anos.

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