Siga-nos

Perfil

Expresso

Lusofonia

ONU envia Chissano ao Uganda

O ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, esteve no Uganda, como enviado especial da ONU. A sua deslocação ao país enquadra-se nos esforços desta instituição em resolver o conflito que se arrasta no norte do Uganda há cerca de duas décadas.

O encontro entre Joaquim Chissano e o presidente do Uganda, Yoweri Museveni, foi pautado pelo diálogo com o fim de se encontrar um novo impulso para as conversações de paz entre o Governo e os rebeldes do Exército de Resistência do Senhor (LRA), os principais opositores à política do actual sistema de Estado.

Tomás Mabuianga, assessor de Chissano, revelou ao EXPRESSO que o encontro «foi positivo» e que a mediação em busca da paz vai «prosseguir».

Mesmo assim, Joaquim Chissano sustentou que as negociações de paz naquele país poderão conhecer um novo desfecho, se o Governo de Kampala – capital do país - aceitar um outro país africano como mediador do processo da paz. Uma vez que esta é uma das condições exigidas pelos rebeldes do LRA, para o regresso ao diálogo.

Até agora as negociações têm sido mediadas pelo Governo do sul do Sudão e, apesar de suspensas durante o período do Natal e Ano Novo, o presidente Museveni levou a cabo as primeiras conversações directas com o número dois dos rebeldes, Vincent Otti.

O acordo de cessação das hostilidades foi igualmente assinado por ambos os lados e prolongado pela segunda vez em Dezembro, até ao final do mês de Fevereiro, mas sem um final positivo à vista.

Conversações não trouxeram paz

Apesar de Governo e rebeldes terem iniciado conversações de paz em Julho do ano passado, os progressos têm sido lentos. O novo enviado especial da ONU para o Uganda afirma que a sua prioridade é evitar a escalada do conflito.

De acordo com Chissano é emergente «encontrar uma solução para esta situação».O ex-presidente moçambicano acredita que os seus «esforços se vão concentrar nisso para tentar evitar uma escalada do conflito porque o que os ugandeses precisam é de paz».

Após o encontro com Museveni, Chissano aproveitou para viajar para o Sul do Sudão e para a cidade Holandesa de Haia, indicou ao EXPRESSO Tomás Mabuianga.

O estilo conciliador de Joaquim Alberto Chissano está a revelar-se na sua nova missão, como enviado especial da ONU para a gerência de conflitos. Esta semana o antigo presidente viajou para o Congo numa outra missão solicitada também pelas Nações Unidas.