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Lusofonia

Dívida de S.Tomé perdoada

Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial consideram que dinheiro foi bem aplicado pelo país.

As dívidas externas de São Tomé e Príncipe, avaliadas em 238 milhões de euros, foram perdoadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial (BM), anunciaram hoje estes organismos. O perdão foi concedido porque o arquipélago "cumpriu todos os objectivos de manutenção de estabilidade macroeconómica, conseguindo assegurar o empenho da estratégia nacional para a redução da pobreza, bem como melhorar a qualidade da educação. Além de apresentarbons resultados na área da Saúde, sobretudo no combate ao paludismo".

Segundo o FMI e BM, São Tomé e Príncipe conseguiu, ainda, melhorar a governação, com a adopção de medidas no emergente sector do petróleo, assim como no combate à corrupção, através de uma extensa reforma judicial e administrativa em curso.

O perdão era esperado desde meados do ano passado e vinha sendo adiado devido à escalada da inflacção, entretanto contida.

O FMI e BM alertam para a necessidade de o país manter a estabilidade, assegurar a boa governação e prosseguir as reformas , nomeadamente as que têm como objectivo estimular o desenvolvimento do sector privado e diversificar a economia.

Para o chefe de missão do FMI em São Tomé, Arend Kouwenaar, resta, "no futuro, desenvolver instituições fortes para assegurar uma gestão transparente das receitas petrolíferas e dos programas contra a pobreza".