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Confrontos no fim-de-semana fazem 18 mortos

Consequências dos protestos contra a intromissão do Presidente no funcionamento da Justiça agravam-se.

Pelo menos 18 pessoas morreram desde sábado em violentos confrontos entre as forças de segurança e manifestantes em Conacri e noutras zonas da Guiné-Conacri, de acordo com informações de rádios locais.

Três manifestantes morreram em confrontos com as forças de segurança num bairro dos arredores da capital, enquanto um comerciante, que guardava a sua loja de possíveis pilhagens, foi abatido pelos disparos de uma patrulha da polícia, avançou a emissora regional de rádio "África nº1".

A mesma rádio noticia que em Kindia, cidade ocidental da Guiné-Conacri, sete manifestantes morreram e dezenas ficaram feridos também em confrontos com as forças policiais, que reprimem violentamente os protestos contra o Governo do Presidente, Lansana Conte.

Pela primeira vez a intersindical que convocou a greve geral naquele país exigiu a demissão do Presidente Lansana Conte. A Guiné-Conacri está em crise desde o início de Janeiro, quando manifestações durante uma greve geral foram reprimidas violentamente pela polícia, fazendo um total de 59 mortos.

A greve geral foi convocada por tempo indeterminado pelas principais federações sindicais para protestar contra a deterioração da situação económica e social no país e contra a intromissão do Presidente no funcionamento da Justiça.

As manifestações, que os partidos da oposição classificam como "insurreição", começaram depois de Lansana Conte ter nomeado Eugene Câmara para primeiro-ministro, que todos os principais opositores consideram como alguém muito chegado ao chefe de Estado e, por isso, incapaz de levar a cabo mudanças no país.