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Comissão Europeia dá dois milhões de euros para ajudar as vítimas

Embora Moçambique ainda não tenha pedido ajuda internacional, Bruxelas vai ajudar com dois milhões de euros e a Cáritas portuguesa vai lançar uma campanha de recolha de fundos.

Foi hoje anunciado por Bruxelas que será disponibilizada uma verba de dois milhões de euros para ajuda de emergência às vítimas das cheias em Moçambique. O objectivo é que este dinheiro seja aplicado na manutenção dos cuidados básicos, como o fornecimento de água ou cuidados de saúde.

Segundo dados da Comissão Europeia a subida das águas do rio Zambeze, já obrigou à retirada de 60 mil pessoas, estando outras 100 mil em perigo.

O comissário europeu para o desenvolvimento, Louis Michel, adiantou que Bruxelas tem acompanhado a situação e tem estado em contacto permanente com o governo moçambicano e com as organizações de socorro.

O comissário Louis Michel, responsável também pelo departamento da comissão europeia que envia o fundo de emergência, mostrou-se solidário com o drama moçambicano, “muitos europeus sofreram com as cheias em anos recentes e sabemos como é importante a rapidez da assistência numa situação tão terrível”, referiu.

As verbas atribuídas por Bruxelas, contemplam ainda, a ajuda que será dada para a recuperação das colheitas afectadas pelas chuvas. Os dois milhões de euros serão atribuídos através de organizações como a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho e a sua boa utilização será confirmada pelo departamento de ajuda humanitária.

Ajuda internacional no terreno

A Cáritas portuguesa também já se encontra na corrida para ajudar as vítimas desta catástrofe e anunciou que vai lançar uma campanha de recolha de fundos. Entretanto pediu ao Ministério da Administração Interna a abertura duma conta, a que deu o nome de “Cáritas Ajuda Moçambique”, com o seguinte número de identificação bancária (NIB): 003300004532823715905.

Mesmo com todo este esforço internacional, as autoridades moçambicanas continuam a preferir não lançar nenhum pedido de auxílio. Segundo Maputo apesar da falta pontual de meios para ajudar as populações em perigo, o que existe é por enquanto o suficiente para não procederem a qualquer pedido de ajuda.

Quem não concordou com esta opinião foi o Programa Alimentar Mundial (PAM), agência das Nações Unidas, que já apelou à ajuda internacional. O PAM conseguiu, para já, enviar 25 pessoas para as áreas mais afectadas e conta com um helicóptero para transporte de víveres e para apoiar nas acções de salvamento, se necessário.