Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Zâmbia elege novo presidente

Cerca de 3,9 milhões de zambianos vão hoje as urnas para eleger o Presidente, 140 deputados e os autarcas de todo o país.

Pela primeira vez desde a instauração do pluripartidarismo, na década de 90, a corrida a presidência não tem vencedor antecipado.

O actual presidente, Levy Mwanawasa, líder do Movimento pela Democracia Pluralista (MDP), que se candidata um segundo mandato de cinco anos, enfrenta quatro adversários. O seu principal rival é Michael Sata, líder da Frente Patriótica (FP).

Sata, de 69 anos, muito carismático, tem atraído milhares de pessoas aos seus comícios com um discurso xenófobo, contra os refugiados dos países vizinhos: congoleses, ruandeses e burundeses, e contra os comerciantes e empresários estrangeiros: chineses, libaneses e indianos, que acusa de “roubar” os recursos do pais e os empregos aos zambianos.

Apoiado pelo ex-presidente Frederick Chiluba, fundador do MDP, processado por corrupção pelo seu sucessor, Sata explora também as divisões étnicas no interior da Zâmbia, acusando Mwanawasa de discriminar os habitantes do Norte.

Os chineses instalados na Zâmbia fazem abertamente campanha a favor de Mwanawasa e acusam Sata de ser financiado por Taiwan. A embaixada chinesa em Lusaca anunciou que 180 empresas chinesas poderão abandonar a Zâmbia se Sata for eleito.

O ex-presidente Kenneth Kaunda, pai da independência, que governou a Zâmbia durante três décadas, fez campanha a favor de um terceiro candidato, o empresário Haikainde Hichilema, apoiado por três partidos da oposição. A bandeira de Hichilema foi o ensino gratuito para todos, da pré-primária até a universidade.

Os resultados deverão ser conhecidos no domingo.