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"Vingança contra a democracia" com Bagão Félix

Francisco Louçã , o líder do Bloco de Esquerda, considera a hipótese de Bagão Félix ser candidato presidencial "é uma vingança" contra a democracia.

O líder do Bloco de Esquerda afirmou hoje que a hipótese de Bagão Félix ser candidato presidencial "é uma vingança" contra a democracia, considerando que o ex-ministro e o Presidente estão "do mesmo lado da cultura mais reacionária". 

Francisco Louçã comentava a notícia avançada hoje pelo Expresso de que Bagão Félix, antigo ministro dos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, foi sondado para apresentar uma candidatura às eleições presidenciais, na sequência de algum desconforto causado pela promulgação do casamento entre pessoas do mesmo sexo pelo Presidente da República, Cavaco Silva. 

"Demonstra como as questões culturais são tão importantes nas escolhas políticas em Portugal. E ainda bem", referiu Louçã, que sublinhou que esta é uma "agitação leve", oriunda de "setores 'arquireacionários' da sociedade portuguesa, que querem uma espécie de alternativa, não estando convencidos de que ela seja nem necessária nem útil". 

"Modernidade é respeito pelas pessoas"

"A hipótese de Bagão Félix ser candidato não é uma vingança contra Cavaco, é uma vingança contra o povo português e contra a democracia em Portugal de um setor que não quer aceitar que a modernidade é respeito pelas pessoas", defendeu o dirigente bloquista. 

Para Francisco Louçã, Bagão Félix e Cavaco Silva "não têm muito que os distinga", argumentando que "ambos estavam do mesmo lado da cultura mais conservadora quando foi preciso fazer escolhas democráticas", citando o exemplo da despenalização do aborto. 

"Ambos concordavam que era preciso manter as mulheres na prisão se tivessem tomado uma decisão de interromper uma gravidez. Estiveram rigorosamente do mesmo lado da cultura mais reacionária", sustentou.