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Atualidade / Arquivo

Vantagem escassa para Calderón

A coligação que apoia Obrador pediu a contagem manual da totalidade dos votos. O Instituto Federal Eleitoral anuncia que tal só será aceite com mandato judicial.

O candidato da direita as eleições presidenciais mexicanas, Felipe Calderón, mantém a vantagem de 0,6% sobre o candidato de esquerda, Andrés Lopez Obrador depois de incluídas as actas não consideradas na primeira contagem rápida, informou o Instituto Federal Eleitoral (IFE).

Depois de proclamar Calderón o virtual vencedor, com 1,04% de vantagem sobre Obrador, o IFE fez jus à reclamação do segundo candidato mais votado, que apontava uma diferença de cerca de três milhões entre o número de votantes e o número de votos contabilizados.

Segundo o IFE, 11.184 actas não foram incluídas na contagem rápida, por apresentarem «incongruências», o que corresponde a um total de 2.581.226 votos.

Destes votos não contemplados inicialmente, Obrador averbaria 888.971, Calderón 743.975, Madrazo (candidato do PRI) 809.003, Patrícia Mercado 8.040 e Roberto Campa 13.946.

Se forem considerados válidos estes votos não impediriam a vitória de Calderón mas reduziriam a sua vantagem a 0,54 %.

A coligação que apoia Obrador pediu a contagem manual da totalidade dos votos, mas o IFE anunciou que tal só será aceite com mandato judicial. Entretanto, as autoridades investigam a autenticidade do material eleitoral (várias urnas e um número indeterminado de votos preenchidos) que foi encontrado numa lixeira no Estado de México.

O IFE prevê divulgar os resultados oficiais até ao domingo se entretanto não surgir um pedido formal de impugnação.

O candidato do PRI, terceiro mais votado, já felicitou Calderón pela vitória, enquanto milhares de apoiantes de Dobrador, concentrados no Socalco, praça central da capital, denunciam uma alegada «fraude».